Monday, December 14, 2009

 

Análise a partir da leitura do texto “Jovens e adultos como sujeitos do conhecimento e aprendizagem”, de Marta Kohl de Oliveira.

Fonte da imagem: http://www.fb.org.br/Institucional/SegmentosEducacionais/EducacaoJovensAdultos/Alfabetizacao/Alfabetizacao.htm



Segundo o texto “Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem”, de Marta Kohl de Oliveira, aborda a questão da construção do conhecimento pelos alunos respeitando suas especificidades e que por muito tempo não eram respeitadas no processo de aprendizagem.
Quando falamos de EJA temos a obrigação de refletirmos sobre a faixa etária dos alunos e também a questão cultural que os envolve.
Fonte da imagem: http://www.fb.org.br/Institucional/SegmentosEducacionais/EducacaoJovensAdultos/Alfabetizacao/Alfabetizacao.htm

O grupo de alunos chamados jovens e adultos agrupa uma homogeneidade quando inseridos na diversidade cultural essencial à sociedade contemporânea.
Os adultos segundo a autora, fundamentado em pesquisas eram provenientes das áreas rurais mais pobres, filhos de trabalhadores rurais que não cursaram regularmente a escola no seu devido tempo e buscam depois de adultos alfabetizarem-se.
Com o mundo competitivo no qual nossa sociedade está inserida, os adultos que não tiveram uma escolarização quando crianças procuram ainda que tardiamente o ambiente escolar para que possam elevar seu status estando alfabetizado.
O jovem também é excluído da escola, apesar de estar mais conectado ao mundo urbano e a sociedade escolarizada e tem mais chances de acabar o ensino fundamental.
Quando abordamos o tema educação de jovens e adultos, de como pensam e aprendem é necessário visualizar o lugar social em que transitam esses indivíduos, subdivididos em os que não são mais crianças, os excluídos da escola e a realidade de alguns membros de determinados grupos culturais.
O primeiro traço cultural relevante a que a autora se refere é ao processo de exclusão desse aluno da escola regular.
A escola gira em torno de regras específicas e tem uma linguagem particular que deve ser conhecida por aqueles que nela estão envolvidos. É um modelo de escola que gera o maior obstáculo à aprendizagem, bem mais do que o grau de dificuldades dos conteúdos e essa exclusão gera uma timidez por parte dos alunos e acaba comprometendo a aprendizagem.
A homogeneidade facilita a comunicação e ajuda na construção de uma identidade.
Porém, em termos de educação, a diversidade, a especificidade e o conhecimento prévio que cada um carrega conseguem é um instrumento que precisa ser explorado no processo ensino-aprendizagem para jovens e adultos.
Por pertencerem ao mesmo grupo cultural isto não significa que todos têm a mesma vivência.
A educação de Jovens e Adultos representa uma possibilidade que pode contribuir para efetivar um caminho e desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades. Planejar esse processo é uma grande responsabilidade social e educacional, cabendo ao professor no seu papel de mediar o conhecimento, ter uma base sólida de formação.
O principal objetivo da Educação de Jovens e Adultos é: de auxiliar cada individuo a tornarem-se tudo aquilo que ele tem capacidade para ser.
Nos dias de hoje a alfabetização não visa somente à capacitação do aluno para o mercado de trabalho é também necessário que a escola desenvolva no aluno suas capacidades, em função de novos saberes que se produzem e que demande um novo tipo de profissional, que o educando obtenha uma formação indispensável para o exercício da cidadania.

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A identidade dos sujeitos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).




Nada mais justificável e compreensível que a necessidade de “aprender por toda a vida”, considerando-se a complexidade do mundo contemporâneo e a velocidade com que se ampliam os conhecimentos. Portanto, não há um tempo específico e limitado pela idade para o aprendizado, a idade “correta” para estudar é aquela na qual se quer aprender.


As aprendizagens formais e informais são processos individuais,sociais, construídos coletivamente e sempre de forma mediada.
No caso da aprendizagem escolar, a mediação docente será tanto mais efetiva quanto o conhecimento que o docente tem acerca do sujeito da aprendizagem, do objeto de conhecimento, e dos processos de ensinar e aprender.

Para pensar no perfil dos alunos, é necessário refletir sobre a relação entre os saberes trazidos por esses alunos e a redefinição da identidade da educação de jovens e adultos, processo desencadeado pelo reconhecimento da diversidade sociocultural dos educandos, pelo embate entre o paradigma compensatório e a concepção de educação continuada.

A identidade da EJA não foi construída com referência às características psicológicas ou cognitivas da juventude, da maturidade e da velhice, mas em torno de uma “representação social enraizada, de um lado, no estigma que recai sobre os analfabetos nas sociedades letradas e, de outro, em uma relativa homogeneidade sociocultural dos educandos” (2005, p. 1120) – condição de camponeses, migrantes rurais, trabalhadores de baixa qualificação etc.

Durante algumas décadas, a EJA foi configurada somente como Educação de Adultos, objetivando, principalmente, a alfabetização destas pessoas. Nos últimos anos o que se observa é a juvenilização da EJA. No Brasil, esta realidade é devida, principalmente, a fatores como a exigência de certificação escolar para o mercado de trabalho, a elevada defasagem na relação idade/série e a redução da idade mínima permitida para a freqüência a essa modalidade, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996 (14 anos completos).

O perfil do jovem da EJA segundo Marta Kohl de Oliveira (1999), é o jovem, como o adulto, também excluído da escola, mas com maiores chances de concluir o ensino fundamental ou mesmo o ensino médio.
“É bem mais ligado ao mundo urbano, envolvido em atividades de trabalho e lazer mais relacionadas com a sociedade letrada, escolarizada e urbana "
(OLIVEIRA, 1999, p. 60).


São jovens que, por uma série de motivos, precisaram abandonar a escola, vivem em periferias, favelas, vilas e bairros pobres, principalmente nas grandes cidades; são majoritariamente negros,
circulam no espaço escolar um “incansável” número de vezes, com entradas, saídas e retornos, após o período estabelecido como o próprio para a vida escolar (de 7 a 14 anos).

Essas idas e vindas determinam a produção da situação de fracasso escolar.
Os mesmos jovens que foram excluídos desse sistema escolar são aqueles que atualmente regressam e encontram, nesse espaço, a mesma escola que deixaram e dificilmente conseguem se adequar a ela.

O reflexo dessa exclusão, infelizmente, está na permanência dos jovens na situação de oprimidos na sociedade em que vivem, é o resultado da entrada e saída contínuas dos jovens aos bancos escolares. Mesmo assim, percebemos uma insistência desses jovens na permanência dentro da escola, principalmente por reconhecerem e acreditarem no quanto ainda é imprescindível a escolarização para o acesso a empregos e possibilidades de melhoria na condição de vida.

É preciso garantir aos jovens a permanência no sistema de ensino e a continuidade de estudos. Isso se dará pelo cumprimento do direito público subjetivo, reconhecido constitucionalmente, mas não efetivado, da educação continuada ao longo da vida e de uma concepção ampliada da alfabetização, com a perspectiva do letramento.
Seria fundamental para o trabalho pedagógico captar os anseios e necessidades destes jovens. E para isso, é preciso entrar em contato com sua realidade, entender seus questionamentos do mundo.

A valorização desse retorno é fundamental para torná-lo um cidadão, já que representa a chance que, mais uma vez, esse jovem ou adulto está dando ao sistema educacional de considerar a sua existência social, sua condição de sujeito.
Valorizar significa garantir condições de permanência e viabilizar o aproveitamento de sua experiência existencial no mundo, através de práticas pedagógicas adequadas e relevantes para sua realidade social.

Não basta apenas que este jovem esteja matriculado na escola, é preciso que os conhecimentos que ele já possui e os que construirá no espaço escolar estabeleçam relações consigo mesmo, com os outros e com o mundo. Só assim a aprendizagem fará sentido para estes sujeitos.

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Sunday, December 13, 2009

 

EJA.


















Eu ainda não vivenciei esta experiência de trabalhar com EJA. Em uma das escolas que trabalho tem uma turma de EJA e infelizmente este será o último ano, pois o número de alunos não é suficiente para continuar.


Conversei muitas vezes com o professor responsável durante o semestre em busca de mais informações e subsídios para enriquecer o meu conhecimento.
Com o que coletei de informações sobre os alunos percebi que é de suma importância considerar a heterogeneidade desse público, quais seus interesses, suas identidades, suas preocupações, necessidades, expectativas em relação à escola, suas habilidades, enfim, suas vivências.
É fundamental perceber quem é esse sujeito com o qual lidamos para que os conteúdos a serem trabalhados façam sentido, tenham significado, sejam elementos concretos na sua formação, instrumentalizando-o para uma intervenção significativa na sua realidade e para que não acabe ocorrendo à evasão escolar.


É muito importante que o professor esteja atento à utilização dos dados que demonstrem os interesses dos alunos, para desenvolver suas atividades de forma mais significativa.
Esta clientela é composta geralmente por trabalhadores que chegam à sala de aula cansada de uma rotina exaustiva e realmente temos que tornar as aulas bem mais atraentes, respeitando o conhecimento prévio de cada aluno, e motivando-os para que sigam à diante.

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O que é avaliar?




Brincar com a criança não é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mas triste ainda é vê-los enfileirados em salas sem ar, com atividades estéreis sem importância alguma para a formação humana.


Drumonnd




Acredito que a aprendizagem constitui-se em um processo contínuo e dinâmico em que se afirma, se constrói e se desconstrói.
Se faz na incerteza, com flexibilidade, aceitando novas dúvidas, comportando a curiosidade, a criatividade que perturba, que levanta conflitos.









Reflexão sobre a avaliação que realizo com meus alunos.





Avalio os meus alunos diariamente, tanto na realização de uma tarefa em aula ou de casa, como trabalho individual ou em grupo.
Trabalho com portfólio de aprendizagem e a cada trimestre inicia a coleta de materiais produzidos pelos alunos e que no final do trimestre são entregues junto com a prova do trimestre.
Com base neste portfólio consigo acompanhar o crescimento dos alunos e intervir nos pontos que precisam ser melhorados tanto por eles quanto por mim, no meu trabalho.
As escolas em que atuo utilizam-se de pareceres e para mim torna-se mais fácil a avaliação dos portfólios que são as atividades produzidas pelos alunos durante o trimestre, que consigo avaliar o desenvolvimento dos mesmos. Os pais aprovam, pois tem uma visão geral do aprendizado dos filhos.
Eu me preocupo muito com a aprendizagem dos meus alunos e reflito muito sobre a minha prática pedagógica e sempre avalio os métodos que utilizo se estão adequados para o aprendizado da turma.
Acredito que o portfólio um instrumento autêntico e precioso na avaliação do desenvolvimento das tarefas da aprendizagem, é mais participada, porque envolve a partilha do poder entre professor, aluno e pais. É reflexiva, pois permite rever critica consciente e sistematicamente o trabalho feito.
Proporciona ao professor um melhor conhecimento acerca do aluno, das suas características, das suas necessidades, da metodologia que melhor se adapta a cada um.
Contribui para o aumento da auto-estima do aluno, na medida em que tem mais possibilidades de mostrar o que sabe e o que consegue fazer.
Pressupõe-se um ambiente de aprendizagem que valoriza as capacidades de reflexão, análise crítica, aprendizagem pelo erro, cooperação, partilha de poder, que propõe diversas oportunidades para os alunos mostrarem as suas reais capacidades (e não se centre exclusivamente nos testes de avaliação), que tem por base a responsabilização dos alunos pelo seu próprio trabalho e a sua crescente autonomia.

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Saturday, December 12, 2009

 

Análise do planejamento baseado nas teorias dos pedagogos Célestin Freinet e Maria Montessori.

O pedagogo francês Celéstin Freinet (1896-1966) foi um grande educador popular .



Freinet considera o verdadeiro educador aquele que ultrapassa seu papel de vigilante autoritário, permitindo que o aluno construa seu conhecimento em um “trabalho – jogo”, que deve estar coerente com suas necessidades sociais, valorizando-o enquanto pequeno trabalhador.




Maria Montessori era uma educadora italiana, nasceu em 1870 e morreu em 1952.
Ser professora montessoriana é antes de tudo, ter confiança no potencial infantil,
acreditando que em ambiente preparado e adequado, com instrumentos e materiais
pedagógicos específicos à etapa de desenvolvimento em que a criança se encontra,
seu potencial aflorará e o indivíduo caminhará no sentido de buscar sempre o
aperfeiçoamento do seu ser.
De acordo com os princípios montessorianos, a dedicação da professora deverá
estar totalmente voltada aos seus alunos, num trabalho calmo e paciente de
acompanhamento e orientação dentro do ritmo individual de cada um, devendo ter
acima de tudo uma formação moral.

Analisando o meu planejamento, baseado nas teorias dos pedagogos Célestin Freinet e Maria Montessori aprendi que o estudo dessas teorias revela a necessidade imprescindível de análise dos procedimentos de organização e planejamento do trabalho docente, para que se possa propor às crianças situações e ambientes adequados à sua realização e propícios ao seu desenvolvimento.

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Diálogo em LIBRAS.

Realizei esta atividade na Interdisciplina de LIBRAS.




Olhem atentamente o diálogo e os sinais e tentem responder com poucas palavras:


Qual é o tema central do diálogo?
Em que lugar o diálogo está acontecendo?
Você reconheceu alguns sinais? Quais? Cite ao menos 5 sinais.











video

A interdisciplina de LIBRAS despertou muito minha atenção, pois já conhecia o alfabeto dos sinais. Lembro que na minha infância assisti a novela Sol de Verão (1982), da Rede Globo que o ator Tony Ramos interpretava o Abel, um deficiente auditivo.

O personagem Abel teve grande repercussão entre o público na época. Nas escolas, as crianças passaram a reproduzir a língua dos surdos-mudos. Brincávamos nos comunicando com o alfabeto e lembro dos sinais até hoje.

Na aula presencial de LIBRAS tivemos que nos apresentar utilizando o alfabeto dos sinais, e eu já sabia os sinais das letras do meu nome.

Tive mais dificuldade nas atividades de interpretar os diálogos, pois a Língua de Sinais têm uma modalidade visual-motor, ou seja, os sinais são percebidos pelo canal visual, e não pelo auditivo (como no caso das Línguas Orais). Percebi que foi difícil me desligar do mundo dos ouvintes e me conectar completamente a comunicação visual, pois a língua de sinais possue recursos de expressão associados a ela, como os gestos e a expressão facial. Acredito que se trabalhasse mais com estes recursos poderia melhorar o meu desenvolvimento no aprendizado da Libras.

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Entendimento sobre leituras do texto da unidade 3 e no texto de Harlan Lane, retirado do livro “A Máscara da Benevolência: a comunidade surda amordaça

Fonte: bancodeimagens.procempa.com.br/imgs_m/47d5804...








Com base nas leituras do texto da unidade 3 e no texto de Harlan Lane, retirado do livro “A Máscara da Benevolência: a comunidade surda amordaçada”
entendi que a educação-surda não está estagnada, pois há uma evolução dos modelos educacionais de educação de surdos.
Quanto ao processo que parte do oralismo e segue rumo à inclusão foram feitas muitas redefinições e avanços, mas ainda são necessárias as melhorias.
Uma questão que me fez refletir foi que, mesmo com a inclusão nas escolas, poucos são os professores surdos.
Tenho a sensação de que estas escolas estão simplesmente cumprindo a lei, pois dão espaço ao aluno surdo porque está previsto em lei, mas não porque acreditam que é necessária a presença da comunidade surda nestas instituições e deixam os professores surdos para um segundo plano.
Os alunos concluem os estudos nestas escolas inclusivas sem conseguir redigir um bilhete de forma compreensível.
Estas instituições tentam suprir a falta de professores surdos em sala de aula, por professores ouvintes praticantes da LIBRAS, sem dominar a língua. E com isto gera uma interferência na qualidade da aprendizagem dos alunos surdos. Ficando comprometida a comunicação entre professor/aluno.
A inclusão é importantíssima, mas de uma forma adequada e não como vem ocorrendo. Baseada nas leituras o correto seria que a criança surda fosse alfabetizada em LIBRAS que é a sua primeira língua, para posteriormente freqüentar uma escola inclusiva que tivesse um intérprete devidamente capacitado e que pudesse orientá-la a compreender o contexto educacional ao qual estaria inserida.



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Friday, December 11, 2009

 

Reflexão sobre o filme “O menino Selvagem”.

O menino selvagem.








“Será preciso admitir que os homens não são homens fora do ambiente social, visto que aquilo que consideramos ser próprio deles, como o riso ou o sorriso, jamais ilumina o rosto das crianças isoladas.”

Lucien Malson, “Les Enfants Sauvages”












Este filme é bem interessante e retrata a história de um garoto, que viveu por muito tempo sozinho, num bosque em Paris tornando-se selvagem.
Fiquei intrigada me questionando se o menino realmente era surdo, ou se por não conhecer os códigos escritos ou falados era considerado anormal.
O menino foi levado a um colégio de surdos-mudos onde ficavam enclausurados e não tinham interação com a sociedade e eram rejeitadas e excluídas.
Os doutores Itard e Pinel que estudavam o caso do garoto percebem que lá não era um ambiente propício para o menino.
Há um conflito entre Pinel que quer levar o menino para uma instituição adequada aos retardados e Itard resolve levá-lo para sua residência e o educa.
O menino passa a ter uma educação behaviorista passada pelo Itard e passa a se chamar Victor e é treinado a ouvir as palavras.
Uma cena do filme que demonstra isto é quando o menino pega a louça e bate com a mão pedindo para beber leite e fica clara a questão do condicionamento.
Victor passa a ser treinado para pronunciar a palavra leite e seu mestre Itard utiliza de vários mecanismos para educá-lo.
Nas décadas passadas as famílias ouvintes escondiam os filhos surdos por vergonha de ter concebido uma criança fora dos padrões considerados normais e por isso eles quase não saíam de casa e sempre acompanhados dos pais.
Estes pais não sabiam a Língua de Sinais e também não a aceitavam porque era considerado feio fazer os gestos como forma de comunicação com seus filhos e não aceitavam a língua de sinais como a primeira língua dos surdos.
Os surdos sentiam-se isolados e sem comunicação alguma e por muitos anos eles próprios não entenderam a importância da comunicação através da Língua de Sinais para o processo da sua identidade cultural e para o desenvolvimento de sua cognição e linguagem.
A sociedade discriminava as comunidades surdas, mas nos dias de hoje observa-se um processo de mudança significativa da sociedade em relação ao surdo, sua língua e cultura, apesar de ser muito lento dentro das políticas educacionais da nossa sociedade.
As Associações de Surdos ainda lutam para garantir seus direitos já previstos nas leis, mas ainda não são suficientes para que ocorram mudanças favoráveis em suas vidas.


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Diálogo em LIBRAS.

video

Assistindo ao vídeo, num primeiro momento torna-se muito difícil a compreensão, mas imagino que se convivesse com mais freqüência com esta comunicação, com certeza aprenderia LIBRAS.
Precisei assistir muitas vezes para compreender os sinais, pois não estou familiarizada com eles.
O diálogo inicia com duas amigas, sendo uma delas a Professora Carolina que relata ter assistindo um filme. Então chega outra moça que conhecia a amiga da professora e a amiga em comum as apresenta e elas descobrem que tem o mesmo nome.
A amiga em comum faz um convite a todas acho que marcam um encontro e a terceira moça olha o relógio e diz não poder ir por ter algum compromisso, então se despede e saí e as outras duas saem juntas.


Alfabeto em LIBRAS animado.

Dicionário disponível em pdf

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Thursday, December 10, 2009

 

Filme: E seu nome é Jonas.

E Seu Nome é Jonas (And Your Name Is Jonah (TV Film) – USA/1979, é ensinado a línguade sinais para criança surda sair do isolamento.)










Depois de passar três anos em uma instituição para retardados, menino tem diagnóstico de que possui apenas surdez e assim família unida busca aprender a se comunicar usando a linguagem de sinais.

Quais as dificuldades e desafios que Jonas viveu na família, na escola e na sociedade? Será que essa história seria diferente nos dias de hoje?


Jonas era uma criança surda que depois de passar três anos num hospital, devido um diagnóstico errado foi considerado retardado mental. O garoto recebe alta e volta a viver com sua família.
Começam então, as dificuldades de comunicação, ele não é compreendido e as pessoas o olham diferente.
A mãe de Jonas decide buscar ajuda com especialistas e o menino começa a participar de um programa de socialização de surdos, onde é proibido sinalizar e é orientado a repetir frases e palavras sem conexão ditas pela professora.
Passa a utilizar o aparelho auditivo o que acaba gerando motivo de zoarem com ele quando saí à rua.
O pai não suporta ver seu filho ridicularizado e não sabe lidar com as suas próprias emoções e acaba saindo de casa.
O avô de Jonas torna-se seu único amigo e acaba morrendo e o menino fica por algum tempo sem saber o que teria feito seu avô desaparecer.
Sua mãe decide aprender junto com o filho a língua de sinais e por ela conhecer a comunidade surda vai inserindo Jonas e ele vai ganhando vida e conquistando a sua liberdade.
Com o passar do tempo ele compreende que o avô morreu.
O filme foi lançado nos Estados Unidos há 30 anos e passados todos estes anos a realidade não mudou muito. Assim como em outras deficiências, o surdo ainda não está incluso na sociedade. É difícil chegar a algum lugar sozinho, onde não há pessoas que sabem a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e tentar se fazer entender.
O surdo ainda é muito dependente do ouvinte para tudo, por mais que a língua de sinais seja difundida. Todo mundo sabe que existe, mas poucos sabem aplicá-la.
A situação dos surdos nos dias de hoje é um pouco melhor do que há dez anos. Alguns tabus também foram quebrados, como um que dizia que o deficiente auditivo era agressivo. Qualquer pessoa que não é entendida fica irritada. Outra história é sobre o surdo ser necessariamente mudo. Se você não ouve, provavelmente não fala. Mas existem trabalhos de fonoaudiologia para desenvolver a fala naqueles que têm condições.
Poucos deficientes auditivos conseguem ler e escrever, por causa de sistemas de ensino inadequados. Até pouco tempo atrás, os professores, além de não terem preparo, queriam transformar o surdo em ouvinte pleno. O adulto que passou por isso fica marginalizado por não ter instrução.
Hoje as escolas especializadas são bilíngues, ensinando a utilizar a fala e a Libras.
Se Jonas tivesse nascido nos dias de hoje, ao menos não teriam errado o diagnóstico.




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Meu conhecimento sobre os surdos antes e depois da Interdisciplina de Libras.




Eu só conhecia de vista, alguns alunos do Colégio ULBRA Especial Concórdia que é especializado em Educação Infantil ao Ensino Médio para surdos. Pois a linha de ônibus que utilizo passa em frente ao colégio e sempre observava a bagunça dos adolescentes no ônibus.
Percebia que eles levavam uma vida super normal, como a dos outros adolescentes ouvintes e me chamava à atenção a comunicação entre eles, me encantava a olhar.
Com isso pude perceber que eles têm uma vida não muito diferente daquelas pessoas que ouvem. Curtem sair com amigos, gostam de boate, de dançar, dirigem carro e/ou moto, namoram, estudam e trabalham. A diferença é que são surdos, mas não são incomunicáveis. Na maioria das vezes, observo que eles se agrupam e se fecham no seu mundo devido à incapacidade dos ouvintes de os compreenderem, resultando em um isolamento social.
É através da LIBRAS, ou seja, do meio espaço visual , que o surdo interage e interpreta o mundo a sua volta.
Um dos despropósitos cometidos contra os surdos é dizer que eles só compreendem o concreto. Isso não é real, o surdo utiliza gírias, simbolismos e diferentes significados para uma mesma palavra. Ocorre que sua vivência, sua cultura são diferentes. Por isso, suas abstrações também o são. Assim como um estrangeiro, ele não entende as expressões que não fazem parte de seu contexto social. Esse fato ressalta a importância do letramento; demonstra que não adianta conhecer a palavra. É preciso entendê-la em seu contexto.
É preciso alfabetizar e letrar o surdo em LIBRAS, para que ele adquira habilidade na escrita do Português e vá além de sua mera decodificação.
A LIBRAS simboliza a língua escrita, tornando-a objeto de interação espontânea
e entendimento, que são os requisitos para capacitar uma pessoa como letrada.
A aquisição de uma segunda língua, não só para o surdo, é extremamente complexa, pois envolve diferentes aspectos, inclusive o emocional. É necessário que o aluno esteja pré-disposto a aprender e, para isso, não pode considerar sua língua materna como inferior. Tornar-se letrado em outra língua vai além de gravar suas regras e principais vocábulos; é preciso compartilhar e conhecer a cultura e o espaço onde essa língua circula, para se apropriar dela plenamente.
Devemos lembrar que o processo de letramento muda a forma de pensar do indivíduo e pode libertá-lo do alienamento em que vive.
O Letramento muda a forma do indivíduo lidar com o mundo, transforma sua realidade, e, esperamos, que seja sempre para um nível de vida melhor.O letramento do surdo tanto na sua língua, a LIBRAS, e principalmente no Português, a língua com a qual ele se comunica com a sociedade, não pode subestimá-lo; ele tem o direito de ser visto com um indivíduo diferente, e não menor; deve ter seus direitos, deveres e sua cultura respeitada.


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Elaboração do Plano de Aula.










A elaboração do meu plano surgiu por estar trabalhando fábulas com os alunos.
Por acreditar que a linguagem escrita tem o poder de propagar idéias e valores através dos tempos, veja a presença marcante das fábulas e seu não envelhecimento nas gerações de crianças. Saber que é por meio da criatividade humana que um texto amplamente conhecido pode sofrer alterações e ganhar novo fôlego e público de interesse.
“Ao construir narrativas, a criança brinca com a realidade e encontra um jeito próprio de lidar com ela” (GURGEL, 2009).
Proporcionando ao aluno a análise crítica das informações, interpretação das fábulas com observação a relação de valores morais intrínsecas nessas obras literárias.
Trindade em seu texto coloca que "não há alfebetização sem método".
Os métodos de ensino não são bons nem maus, e podem se classificar em função da quantidade e qualidade de ajuda pedagógica que oferecem aos alunos. Para que um tipo de aprendizado seja realmente válido e tenha sentido, é necessário que a maneira de ensinar facilite a motivação. Praticar os métodos que incluem o uso de projetos e pesquisa por parte do aluno é elemento importante para facilitar o aprendizado e fomentar a construção do conhecimento.
Não se concebem mais procedimentos que exijam do educando a reprodução ou a
transcrição do que está escrito, não se busca mais formar indivíduos que executem,
obedeçam e concebam o que está escrito como verdade absoluta, inquestionável e, sim, que
sejam capazes de criar e recriar, de maximizar o seu tempo livre, de integrar-se a uma
sociedade reflexiva e complexa. O que se pretende hoje é o letramento do indivíduo, ou
seja, formar indivíduos que se percebam leitores competentes e que possam exercer o papel
de cidadão ativo na sociedade em que vivem.

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Plano de aula elaborado a partir das leituras da Interdisciplina.

PLANO DE AULA

A) Nível/ Etapa de Ensino: O planejamento foi elaborado pensando em uma turma de 4ª série / 5º ano do Ensino Fundamental de 9 anos.




B) Temática focalizada: Fábulas




C) Justificativa (da temática escolhida):
Saber que a linguagem escrita tem o poder de propagar idéias e valores através dos tempos veja a presença marcante das fábulas e seu não envelhecimento nas gerações de crianças. Saber que é por meio da criatividade humana que um texto amplamente conhecido pode sofrer alterações e ganhar novo fôlego e público de interesse.
“Ao construir narrativas, a criança brinca com a realidade e encontra um jeito próprio de lidar com ela” (GURGEL, 2009).

D) Roteiro das atividades:

1) Leitura
2) Produção textual



3) Jogo



4) Sistematização

E) Descrição das atividades:

1) Leitura: Fábula “A CIGARRA E A FORMIGA”.

1.1) Objetivo: Promover o prazer pela leitura, estimulando a imaginação, a criatividade na expressão oral.




1.2) Organização da turma: A turma estará disposta em pequenos grupos no laboratório de informática.




1.3) Organização dos materiais: Os alunos acessam o site que contêm a estória (anexo 1). Os alunos acessam o site (anexo 2) que é um vídeo com uma versão animada da fábula.




1.4) Desenvolvimento:




1º Momento: Após a leitura do texto (anexo 1), os alunos devem ser divididos em
pequenos grupos. Nestes grupos os estudantes devem indicar uma relação de
palavras que caracterizam as personagens Cigarra e Formiga.




2º Momento: No laboratório de informática os alunos devem inicialmente acessar
o site (anexo 2).
O vídeo é uma versão animada da fábula " A Cigarra e a Formiga" que pode ser
utilizado para promover uma discussão sobre valores morais com os alunos. Será
comentado aos alunos que este é um texto antigo e amplamente conhecido.




3º Momento: Neste momento, o professor deve registrar todos os apontamentos
dos alunos. Observando os comentários dos deles, o professor indicará ou
não a necessidade de pesquisa. Exemplo: pode-se orientar uma pesquisa com os
alunos para o significado da expressão valores morais e das palavras associadas a
esses valores que os alunos indicaram na relação de palavras que realizaram no
primeiro momento. O professor deve conduzir a pesquisa, de forma que os alunos ao
final da atividade conheçam o conceito de fábula.
Este é um dos sites que podem ser indicados aos estudantes para conhecerem
esse conceito:
http://www.girafamania.com.br/tudo/a_lfabula.html (anexo 3)




4º Momento: Ainda no laboratório de informática, o professor indicará o site abaixo
para os alunos acessarem. Trata-se de um recurso de áudio que retrata uma nova
versão para a fábula "A Cigarra e a Formiga". Nesta versão a cigarra transforma-
se em uma cantora famosa e a moral da estória está em uma relação equilibrada
entre trabalho e lazer na vida de cada indivíduo. Os alunos devem retomar a lista
de características para as personagens Cigarra e Formiga desenvolvida na
atividade 1 e promover as alterações necessárias.
Promover uma discussão sobre a versão abordada na mídia questionando aos
alunos sobre os pontos que concordam em cada versão da fábula apresentada.
(anexo 4)

2) Produção textual: Reescrevendo estórias: A cigarra e a formiga




2.1) Objetivo: Elaborar em grupos, suas próprias versões para a fábula e estimulá-
los a criatividade orientando os alunos para que não façam cópias, pois a
atividade consiste em reescrever a fábula, ou seja, com a ótica de um novo olhar.




2.2) Organização da turma: Atividade em grupo no computador.




2.3) Organização dos materiais: No laboratório de informática os alunos devem
elaborar em pequenos grupos, a própria versão para a fábula. A atividade
consiste em reescrever a fábula, ou seja, com a ótica de um novo olhar.




2.4) Desenvolvimento: Essa atividade se constituirá da tarefa de transposição da
estória criada em cada grupo por uma história em página web. Para isso os
alunos poderão criar wikis. Cada wiki será formada pelo texto criado em sala de
aula e enriquecida com imagens e links que agreguem informações ao texto, seja
para esclarecer o significado de alguma palavra ou levar mais informação ao leitor
da wiki.

3) Jogo




3.1) Objetivo:Testar os conhecimentos sobre a fábula “A cigarra e a formiga”.




3.2) Organização da turma:individual




3.3)Organização dos materiais: Acessar os sites dos jogos (anexo 5).




3.4) Desenvolvimento: A professora irá propor que os alunos acessem os sites
sugeridos para testarem seus conhecimentos sobre a fábula estudada, com o jogo
do Quis, palavras cruzadas, construção de frases, jogo de imagem e de lacunas.


4) Sistematização

4.1) Objetivo: Rever o assunto da temática através de visitas aos wikis dos
colegas, incentivando a leitura, a observação, comparação e desafiando os alunos
a produzir comentários uns nos textos dos outros.

4.2) Organização da turma: grupos




4.3) Organização dos materiais: computador e wiki




4.4) Desenvolvimento: Ao final da atividade os grupos devem interagir, fazendo
comentários uns nos textos dos outros, na própria estrutura da wiki.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




GURGEL, 2009, “Tem um monstro no meio da história (GURGEL,2009). In: Revista Nova Escola. Agosto 2009.




KLEIMAN, Angela (2006). Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola.




http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=9 Acesso 10.12.2009.




http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/flash/cigarrasom.jhtm Acesso 10.12.2009.




http://www.girafamania.com.br/tudo/a_lfabula.html Acesso 10.12.2009.




www.ensino.eu/vitor/construcaodefrases4.htm Acesso 10.12.2009.




www.ensino.eu/vitor/lacunas4.htm Acesso 10.12.2009.




www.ensino.eu/vitor/palavrascruzadas4.htm Acesso 10.12.2009.




www.ensino.eu/vitor/respostacurta4.htm Acesso 10.12.2009.




www.ensino.eu/vitor/jogodeimagens4.htm Acesso 10.12.2009.



ANEXO 1




http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=9




Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro.



Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: - Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho?



O verão é para gente aproveitar!



O verão é para gente se divertir!



- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão.



É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.



Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque.



Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.



Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.

























A cigarra então aconselhou: - Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir.


Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada.


Resolveu viver também como sua amiga.


Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho.


Tinha terminado a vidinha boa.


A rainha das formigas falou então para a cigarra: - Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.


A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: - Hum!! O inverno ainda está longe, querida!


Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo?


Para que armazenar alimento?


Pura perda de tempo.


Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio.


Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.


Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.


Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.





ANEXO 2
http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/flash/cigarrasom.jhtm


ANEXO 3
http://www.girafamania.com.br/tudo/a_lfabula.html





ANEXO 4

Fábula


ANEXO 5

www.ensino.eu/vitor/construcaodefrases4.htm

www.ensino.eu/vitor/lacunas4.htm

www.ensino.eu/vitor/palavrascruzadas4.htm

www.ensino.eu/vitor/respostacurta4.htm

www.ensino.eu/vitor/jogodeimagens4.htm

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Sunday, December 06, 2009

 

Práticas de Leitura, Escrita e Oralidade no Contexto Social.



Pensamento infantil - A narrativa da criança.



Trabalho de Campo:
Peça que uma criança ou um adulto em fase inicial de escolarização conte uma história (não é necessário que seja seu aluno ou que estude na sua escola). Faça a gravação e/ou transcrição da narrativa e após, faça uma análise a partir do texto lido, do áudio e do vídeo.



Stefany é uma menina de cinco anos que está matriculada na pré-escola do Colégio Japão.
Após contato inicial com a criança pedi a ela que me contasse uma história e ela me disse que iria contar à história que a profe havia contado para eles. A história é do livro Dois amigos.
A narrativa de Stefany sobre a história Dois amigos, transcrita foi à seguinte: “Aqui, é um cachorrinho dando um papel escrito para o outro. Aí, o leão deu um outro papelzinho para ele também. O gatinho ficou com raiva. Aí, o leão deu outro pra ele; aí, ele foi embora.
Aí, o leão fez outro; aí, o outro ele gostou. Aí, o cachorrinho, ele lembrou do amigo dele. Aí, ele foi lá visitar o amigo. E encontrou o amigo e deu uma cartinha pra ele. Aí, ele encontrou um bichinho e fez uma outra cartinha e deu pra ele. Aí o cãozinho foi nadar com os peixinhos. Depois, ele encontrou o amiguinho dele. E aí, foi pra casa dele”.
Stefany executou a tarefa adequadamente incluindo tons de voz diferentes para cada um dos personagens e transcendendo o aprendizado, uma vez que passou a lembrar de outras histórias que já conhecia e que continham diálogo.
Embora a narrativa da criança tenha ido além da pura descrição das ilustrações, o roteiro seguido não se relacionava ao conteúdo que as imagens deveriam transmitir. Um fator foi decisivo para que a história de Stefany tivesse outro sentido: a presença de onomatopéias, ou seja, balões indicativos de diálogo, sentimentos ou estados fisiológicos. Para a criança, esses balões foram entendidos como cartas, como é possível verificar na expressão: “E encontrou o amigo e deu uma cartinha pra ele”.
"Também o elemento da dramatização é incorporado pelos pequenos no contato com narrativas", diz Lélia Erbolato Melo, linguista da Universidade de São Paulo (USP). "Eles vão percebendo e incorporando os ingredientes que tornam as histórias interessantes, como a ação, os conflitos e o inesperado, e trazem isso para aquelas que contam."

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Modelos de letramento e as práticas na escola.

A partir da leitura do texto “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola” (KLEIMAN, 2006), e do estudo da apresentação, por que a autora afirma que a escola, sendo a mais importante agência de letramento, não se preocupa com o letramento social e sim apenas com um tipo de letramento, o escolar?

Segundo a autora não há uma correspondência entre o que é ensinado na escola com o que é necessário para a interação social.
Na escola é ensinada a decodificação alfabética e numérica desarticulada de um sentido usual social.
A ascensão escolar se dá necessariamente com a apropriação mecânica da leitura, da escrita e dos cálculos. Se o aluno não estiver se apropriado destas habilidades não é promovido e não é visto como um sujeito inteligente.
Há professores que consideram inteligentes os alunos que aprendem com facilidade e muitos deles ainda não reconhecem como ação inteligente a capacidade dos alunos de raciocinar, planejar e resolver situações – problemas no dia a dia.
E é devido a esses profissionais que fazem da escola um lugar desinteressante, desmotivador e apenas um reprodutor de ações sem sentido, sendo dentro desse contexto que ocorre o letramento escolar.
Enquanto que, o letramento social se dá na sociedade, como faz referência os slides apresentados.
A escola deveria valorizar o sujeito não alfabetizado, mas que interage com a sociedade de forma alternativa que não seja a leitura e a escrita de códigos, sendo um sujeito letrado.
Na realidade o que vemos é um sujeito analfabeto sendo marginalizado pela sociedade dita alfabetizada e pela própria escola.
O indivíduo que consegue ler o mundo com outros olhos e não os da linguagem escrita e consegue compreendê-lo, tem que ser valorizado pela sua leitura de mundo e não excluído e marginalizado.

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Sunday, November 29, 2009

 

Temas Geradores.

Paulo Freire



“Minha alfabetização não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal.” (FREIRE, 2005, p.2).

Os “Temas Geradores” são os conteúdos subjetivamente extraídos da problematização, da prática de vida dos alunos e surgem segundo a proposta de Paulo Freire, que parte do estudo da realidade do aluno aliado aos dados coletados pelo professor.
O que realmente importa não é a transmissão de conhecimentos específicos e sim uma nova forma de relação com a experiência de vida de cada indivíduo.
Chama-se de “invasão cultural” passar conteúdos pré-estruturados, que não estejam no contexto social de quem recebe a informação que acaba não assimilando e a informação torna-se descartável.
O professor tem por obrigação conhecer seu aluno e a realidade em que ele está inserido, pois é através do conhecimento desta realidade, que este conhecimento se tornará a fonte de onde deveremos explorar nosso material de trabalho. Caso contrário, estaremos reproduzindo os moldes do velho modelo escolar que não propicia ao aluno a construção do conhecimento.
Segundo Paulo Freire e Frei Betto deve haver um respeito à “bagagem” de cada indivíduo e a inserção de suas experiências como parte constitutiva do seu próprio aprendizado.
O processo de alfabetização tornar-se-á mais interessante desta forma, porque há uma participação do aluno em conjunto com o professor.
Para superar a transmissão pura e simples do conteúdo, mecânico, vazio de significados concretos os temas devem ser tratados como temas geradores de reflexões mais amplas e que possibilitem a formação crítica e transformadora dos sujeitos. E é em Paulo Freire que todos os que escolhem trabalhar com a metodologia dos temas geradores busca subsídios teórico-metodológicos.
Na pedagogia Paulo Freire vemos que educar é um ato de conhecimento da realidade concreta, das situações vividas, um processo de aproximação crítica da própria realidade: compreender, refletir, criticar e agir são as ações pedagógicas pretendidas.O tema gerador é o tema ponto de partida para o processo de construção da descoberta. Por emergir do saber popular, os temas geradores são extraídos da prática de vida dos educandos, substituem os conteúdos tradicionais e são buscados através da “pesquisa do universo vocabular”. É importante destacar que o caráter político da pedagogia freireana faz-se presente, de forma radical, nos temas geradores, isto é,temas geradores só são geradores de ação-reflexão-ação se forem carregados de conteúdos sociais e políticos com significado concreto para a vida dos educandos.


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Pedagogia de Projetos.




Os Projetos de Trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes (HERNANDEZ, 1998).


A discussão sobre pedagogia de projetos não é nova. Ela surge no início do século XX, com John Dewey. Já nessa época, a discussão estava pautada numa concepção de que educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura e a escola deve representar a vida presente.


Projeto não é um plano de trabalho ou um conjunto de atividades bem organizadas.
Uma proposta de intervenção pedagógica que dá a atividade de aprender um sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações problemáticas. Um projeto gera situações de aprendizagem ao mesmo tempo, reais e diversificadas. Possibilita, assim, que os alunos ( aprendizes ), ao decidirem, opinarem, debaterem; construam sua autonomia e seu compromisso com o social, formando-se como sujeitos culturais.

Abrantes (1995:62 ) aponta algumas características fundamentais do trabalho com projetos:


• Num projeto. a responsabilidade e autonomia dos alunos são essenciais: os alunos são co-responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento do projeto. Em geral, fazem-no em equipe, motivo pelo qual a cooperação está também quase sempre associada ao trabalho de projetos.


• A autenticidade é uma característica fundamental de um projeto: o problema a resolver é relevante e tem caráter real para os alunos. Não se trata de mera reprodução de conteúdos prontos. Além disso, o problema não é independente do contexto sócio-cultural e os alunos procuram construir respostas pessoais e originais.


• Um projeto envolve complexidade e resolução de problemas: o objetivo central do projeto constitui um problema ou uma fonte geradora de problemas, que exige uma atividade para sua resolução.


• Um projeto tem um caráter faseado: um projeto percorre várias fases: escolha do objetivo central e formulação dos problemas, planejamento, execução, avaliação, divulgação dos trabalhos.


A Pedagogia de Projetos traduz uma determinada concepção de conhecimento escolar, trazendo à tona uma reflexão sobre a aprendizagem dos alunos e os conteúdos das diferentes disciplinas.


Há uma tendência, de forma bastante generalizada no pensamento pedagógico, em colocar, como questões opostas, a participação dos alunos e a apropriação de conteúdos disciplinares.

Não se organiza os projetos em detrimento dos conteúdos das disciplinas. O desenvolvimento de projetos, com o objetivo de resolver questões relevantes para o grupo, vai gerar necessidades de aprendizagem e, nesse processo, os alunos irão se defrontar com os conteúdos das diversas disciplinas, entendidos como "instrumentos culturais" valiosos para a compreensão da realidade e intervenção em sua dinâmica.

Com os projetos de trabalho há uma possibilidade de evitar que os alunos entrem em contato com os conteúdos disciplinares, a partir de conceitos abstratos e de modo teórico. Nessa mudança de perspectiva, os conteúdos deixam de ter um fim em si mesmos e passam a ser meios para ampliar a formação dos alunos e sua interação na realidade de forma critica e dinâmica. Os conteúdos disciplinares, passam a ganhar significados diversos, a partir das experiências sociais dos alunos, envolvidos nos projetos.

Essa mudança de perspectiva traz conseqüências na forma de selecionar e sequenciar os conteúdos disciplinares, pautados, geralmente, numa concepção etapista e acumulativa, onde um conteúdo deve ser "vencido" para outro ser "apresentado" ao aluno.

É preciso que os alunos se apropriem desses novos conteúdos e para isso a intervenção do professor é fundamental, no sentido de criar ações para que esta apropriação se faça de forma significativa. Isso poderá ser feito a partir da organização de módulos de aprendizagem, onde o professor irá criar atividades visando a um tratamento mais detalhado e refletido do conteúdo trabalhado.

O que caracteriza o trabalho com projetos não é a origem do tema, mas o tratamento dado a esse tema, no sentido de torná-lo uma questão do grupo como um todo e não apenas de alguns alunos ou do professor. Portanto, os problemas ou temáticas podem surgir de um aluno em particular, de um grupo de alunos, da turma, do professor ou da própria conjuntura. O que se faz necessário garantir é que esse problemas passe a ser de todos.

É o início do projeto. Nessa etapa , os alunos irão expressar suas idéias e, conhecimentos sobre o problema em questão.

É o momento em que se criam as estratégias para buscar respostas às questões e hipóteses levantadas na problematização. Aqui, também, a ação do aluno é fundamental. Por isso, é preciso que os alunos se deparem com situações que os obriguem a comparar pontos de vista, rever suas hipóteses, colocar-se novas questões, deparar-se com outros elementos postos pela ciência. Para isso, é preciso que criem propostas de trabalho que exijam a saída do espaço escolar, a organização em pequenos e/ou grandes grupos, o uso da biblioteca, da própria internet, enciclopédias, a vinda de pessoas convidadas à escola, entre outras ações. Nesse processo, as crianças devem utilizar todo o conhecimento que tem sobre o tema e se defrontar com conflitos, inquietações que as levarão ao desequilibrio de suas hipóteses iniciais.

A Pedagogia de Projetos é um caminho para transformar a escola em um espaço aberto à construção de aprendizagens significativas para todos que dele participam e o uso da internet, por meio de ambientes de aprendizagem colaborativa, auxiliará bastante na construção de conhecimentos, habilidades e valores dos alunos de hoje.

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Currículo Integrado.

“A especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre o nada. (...)”. (JAPIASSU, Hilton, 1994).


O engenheiro norte-americano Frederick W. Taylor publicou “Os princípios da administração científica”, ele propunha uma intensificação da divisão do trabalho, ou seja, fracionar as etapas do processo produtivo de modo que o trabalhador desenvolvesse tarefas ultra-especializadas e repetitivas. Diferenciando o trabalho intelectual do trabalho manual. Fazendo um controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa seja executada num prazo mínimo. Portanto, o trabalhador que produzisse mais em menos tempo receberia prêmios como incentivos.
O norte-americano Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa “Ford Motor Company”, o taylorismo. Posteriormente, ele inovou com o processo do fordismo, que, absorveu aspectos do taylorismo. Consistia em organizar a linha de montagem de cada fábrica para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, os transportes, a formação da mão-de-obra.

Ele adotou três princípios básicos:
Princípio de Intensificação: Diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado. Princípio de Economia: Consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação. Princípio de Produtividade: Aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário ganha mais e o empresário tem maior produção.

Os sistemas educacionais são elaborados conforme o modelo de sociedade em que estão inseridos.
É importante salientar que, no processo de desqualificação e automatização de tarefas acabaram por refletir nos sistemas educacionais. Não havia autonomia de professores e alunos para participar destes processos e o que se aprendia em sala de aula estava ligado ao modelo de sociedade vigente.
Os conteúdos eram trabalhados de forma descontextualizados e isolados eram abstratos e os alunos não compreendiam o significado do processo ensino aprendizagem. Acabando por afastar a educação de sua finalidade que é preparar cidadãos críticos, solidários e democráticos em suas comunidades.
Na década de 80 com o advento da globalização da economia surgiu a necessidade de rever os modelos produtivos e de comercialização.
O engenheiro chefe da Toyota, Taichi Ohno implantou uma nova concepção de organização do trabalho e valorizou os círculos de qualidade, o conhecimento e a experiência dos empregados. Envolveu a classe trabalhadora na tomada de decisões comprometendo-os com a empresa oferecendo formação continuada e prêmios por produtividade.
No planejamento dos sistemas educacionais a globalização também influenciou. O currículo passou a ser pensado de forma integrada. Pois com a evolução tecnológica e a necessidade do mercado, não se admitiria mais um trabalhador sem autonomia e então, os sistemas educacionais adaptaram-se as novas tendências.
Com o surgimento do currículo integrado é resgatada a finalidade do processo ensino aprendizagem.
De acordo, com Santomé (1998,p.17) a utilidade do currículo está em permitir aos alunos e alunas compreender a sociedade em que vivem, desenvolvendo suas aptidões, ajudando-o em sua localização na comunidade de forma autônoma, crítica e solidária.
Passou-se a valorizar conhecimentos prévios, bem como interesses dos alunos e descobriu-se o vínculo entre a sala de aula e a realidade social em que estão inseridos.
Com a diversidade de culturas existentes entre as comunidades na qual a escola está inserida busca-se uma autonomia para que cada escola escolha seu currículo que estivesse então, de acordo com a finalidade educacional.

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O que é planejar?



Texto escrito por Maria Bernadette Castro Rodrigues, professora da Faculdade de Educação da UFRGS.

Planejamento: em busca de caminhos

Analisando o texto "Planejamento: em busca de caminhos" encontro relações entre a experiência relatada pela autora e o que já vivenciei.
Quando fiz o Curso de magistério, no final dos anos 80, realmente as exigências eram estas relatadas pela autora. Éramos cobradas a preencher, nos mínimos detalhes o plano de aula, unidade e de curso e sempre tendo o maior cuidado com a utilização dos verbos. Quando retornei ao magistério, depois de formada há 16 anos estranhei muito, pois a forma que havia aprendido sobre planejamento era bem diferente da praticada atualmente. E analisando os projetos apresentados pelos meus estagiários e acompanhando a dinâmica de avaliação feita pelas supervisoras de estágio deles observo o quanto na minha época o planejamento era feito de uma forma mecânica, sem sequer relatar as alterações no decorrer de seu desenvolvimento. Quanto ao planejamento do meu estagiário neste semestre observo que ele relata no projeto toda e qualquer modificação realizada.

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