Thursday, August 27, 2009

 

Aula presencial da Interdisciplina Seminário Integrador VII, no dia 26.08.2009.


Nesta aula, a turma foi dividida em grupos de 04 alunos cada.
Meu grupo é o 2F, além de mim, é composto por Glauber,Márcia e Mário.





Elise



Elise, Glauber e Mário


Elise, Glauber e Mário



Márcia Regina





Vocês receberam a planta de uma casa, que está especificada abaixo:




Nela, temos 3 conjuntos de moradores:2 adultos e 2 crianças1 casal, 1 adolescente e um avô2 adultosSe vocês tivessem R$10.000,00, como mobiliariam a casa, tendo em vista as necessidades e possíveis interesses das pessoas que ali moram?




O que fazer?
  • Pensem nos moradores e definam suas possíveis necessidades e interesses;
  • A partir disso, selecionem itens para mobiliar a casa;
  • Na página de seu grupo, façam uma tabela com os itens selecionados, seus respectivos preços e locais de compra;
  • Elaborem um texto explicitando os critérios usados e defendendo as escolhas feitas;
  • Publiquem a tabela e não esqueçam de identificar todos os componentes do grupo;
  • Preparem uma apresentação oral para os colegas;
  • Apresentações orais;
  • Discussão teórica

A partir destas informações acessamos a página criada no wiki, para o nosso grupo 2F e escolhemos um conjunto de moradores, entre os três apresentados. Optamos pelos seguintes moradores: 2 adultos e 2 crianças. O trabalho foi realizado nesta página do wiki.
Montamos uma planilha e nela fomos listando os móveis e eletrodomésticos pensando nas necessidades da família e na quantia disponível para gastar.
Montamos uma planilha e nela fomos listando os móveis e eletrodomésticos pensando nas necessidades da família e na quantia disponível para gastar.
Acessamos o site http://shopping.ebit.com.br , que foi nossa fonte de pesquisa de preços baixos com opções mais em conta e listamos os nomes nos estabelecimentos para compra.
Depois elaborei um texto explicando como fizemos as escolhas justificando-as.
Foi uma atividade bem interessante e sugestiva para adaptarmos em sala de aula.





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Letramento definido num poema.

Uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:




O QUE É LETRAMENTO?



Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.


Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.


São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.


É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.


É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.


É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.


Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.



Lí este poema e ele traduz em versos, nossa discussão na aula presencial sobre o letramento.
O poema mostra que letramento é muito mais que alfabetização. Ele expressa muito bem como o letramento é um estado, uma condição: o estado ou condição de quem interage com diferentes portadores de leitura e de escrita, com diferentes gêneros e tipos de leitura e de escrita, com as diferentes funções que a leitura e a escrita desempenham na nossa vida. Enfim: letramento é o estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas sociais de leitura e de escrita.



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Aula presencial de Linguagem e Educação, dia 26/08/2009.









Iniciei o semestre com aula presencial da Interdisciplina Linguagem e Educação, com a Profª Darlize de Mello.
A professora apresentou a interdisciplina e os módulos que iremos trabalhar.
Discutimos sobre alfabetizações e alfabetismos/letramentos revisando conceitos.







Letramento é o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita.O estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita e de suas práticas sociais.Ter-se apropriado da escrita é diferente de ter aprendido a ler e a escrever: aprender a ler e escrever significa adquirir uma tecnologia, a de codificar em língua escrita e de decodificar a língua escrita; apropriar-se da escrita é tornar a escrita "própria", ou seja, é assumi-la como sua "propriedade" .
Retomamos a grande diferença entre alfabetização e letramento, entre alfabetizado e letrado: um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado; alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; já o indivíduo letrado, o indivíduo que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente às demandas sociais de leitura e de escrita.
A mudança de critério para avaliação dos índices de analfabetismo no Brasil revela mudanças históricas, sociais, culturais. A comparação dos critérios utilizados aqui com os utilizados em países do Primeiro Mundo pode ser esclarecedora.
Quando os jornais noticiam a preocupação com altos níveis de "analfabetismo" em países como os Estados Unidos, a França, a Inglaterra, como podem ter altos níveis de analfabetismo países em que a escolaridade básica é realmente obrigatória e, portanto, praticamente toda a população conclui o ensino fundamental (que, nos países citados, tem duração maior que a do nosso ensino fundamental - 10 anos nos Estados Unidos e na França, 11 anos na Inglaterra). É que, quando a nossa mídia traduz para o português a preocupação desses países, traduz illiteracy (inglês) e illetrisme (francês) por analfabetismo. Na verdade, não existe analfabetismo nesses países, isto é, o número de pessoas que não sabem ler ou escrever aproxima-se de zero, a preocupação, pois, não é com os níveis de analfabetismo, mas com os níveis de letramento, com a dificuldade que adultos e jovens revelam para fazer uso adequado da leitura e da escrita: sabem ler e escrever, mas enfrentam dificuldades para escrever um ofício, preencher um formulário, registrar a candidatura a um emprego - os níveis de letramento é que são baixos.
No Brasil, há já algumas poucas pesquisas que procuram avaliar o nível de letramento de jovens e adultos; a tendência tem sido considerar como alfabetizado (o termo mais adequado seria letrado) o indivíduo que tenha pelo menos completado a 4ª série do ensino fundamental, com base no pressuposto de que são necessários no mínimo quatro anos de escolaridade para a apropriação da leitura e da escrita e de seus usos sociais. Quando se calcula o analfabetismo no Brasil com base nesse critério, o índice cresce assustadoramente.
O letramento é a leitura do mundo.
A professora Darlize citou na aula presencial um exemplo de letramento, o filme: Central do Brasil (Brasil-1998), que retrata a vida de Dora uma professora aposentada que ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos, na maior estação de trens do Rio de Janeiro, (Central do Brasil). Estes abalfabetos não tem a apropriação da escrita, mas tem a leitura do mundo e conseguem expressar-se ditando as palavras para a professora Dora redigir.
Discutimos também, a questão da alfabetização no 1º ano no ensino de 9 anos. A discussão iniciou-se na manifestação das colegas que tem turma de 1º ano, nas escolas do estado e que trabalham com o programa de alfabetização como Alfa e Beto, não estando de acordo com as orientações do MEC, que recomenda que as escolas organizadas pela estrutura seriada não transformem esse novo ano em mais uma série, com as características e a natureza da primeira série.

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Volta às aulas, após as férias de inverno prolongadas.

Nossas férias escolares de inverno foram prorrogadas por duas semanas, devido ao risco de contágio da gripe A H1N1.
Trabalho na rede estadual de ensino e as aulas reiniciaram no dia 17.08.2009.
Nesta primeira semana de aulas, algumas crianças não estavam vindo porque os pais ainda estavam receiosos com o contágio da gripe A H1N1, mas aos poucos todos foram voltando a rotina.





As escolas procuraram tomar alguns cuidados, tais como: desligar os bebedouros e distribuir frascos com álcool gel para cada sala de aula e cartazes com informações importantes sobre a gripe.
Nós professores propiciamos discussões com os alunos, sobre o que eles sabiam da gripe e como nos previnir e estabelecemos novas regrinhas em sala de aula, incluindo a limpeza das classes com álcool ao chegar na sala de aula e a higienização das mãos com mais frequencia.
Solicitamos aos alunos que trouxessem garrafinhas de água, pois os bebedouros estavam desligados.


Abaixo seguem videos informativos aos alunos, sobre a gripe A H1N1:















Achei importante colocar estes videos no meu blog, para compartilhar com os colegas e outras pessoas que o visitam.

Friday, August 14, 2009

 

Texto: Minha Primeira Aventura com a Bengala.











Minha Primeira Aventura com a Bengala.
Sonia B. Hoffmann e Eduardo F. Paes.



Depois de algumas aulas de Orientação e Mobilidade, me senti mais confiante para realizar um desejo que sempre tive: sair sozinho à rua. E que motivo melhor para começar a fazer isto do que ir à festa de aniversário do Renato, meu melhor amigo, sem que meus pais precisassem me levar até lá?


Conversei com eles sobre isto e senti que, no começo, não ficaram muito satisfeitos com esta minha idéia. Insisti com meus pais, dizendo que já me sentia seguro para sair sozinho, principalmente para lugares próximos da nossa casa. Finalmente, usei um argumento bastante convincente: “Não se preocupem! Não preciso atravessar rua alguma para chegar lá. Depois, já conheço bem o caminho porque, muitas vezes, vocês me levaram até a casa dele.

Lembram?”.


Eles pensaram um pouco e, finalmente, permitiram que eu fosse, pedindo apenas que eu telefonasse para eles quando chegasse lá e quando eu decidisse vir embora. “Eba, vai ser uma grande surpresa para o Renatinho. Por esta ele não está esperando!!”.


Fui para o quarto me arrumar para esta minha “grande aventura”. Abri o armário e escolhi a roupa mais legal que eu tinha. Não foi difícil encontrá-la, pois minha mãe sempre organiza minhas roupas do jeito que combinamos ser o mais prático para mim. Calcei meu tênis mais novo e procurei dar um laço bem firme, como meu pai havia ensinado, para não correr o risco de ele se desfazer e eu pisar no cadarço e cair.


Peguei a Sandy, minha bengala, que a partir de hoje tinha a certeza de que passaria a ser minha constante companheira de saídas. Me despedi dos meus pais e ouvi deles aquelas recomendações que tantas e tantas vezes fizeram para meu irmão mais velho e que, muitas vezes, imaginei e desejei que fossem dirigidas também para mim.


Apanhei o presente na mesa, abri a porta, atravessei o jardim e cheguei ao portão que dava para a rua. Já na calçada, com o coração batendo forte, respirei fundo e pensei: “João Vítor, agora é contigo! Coragem e vamos em frente!”


Com isto, posicionei a bengala à frente do meu corpo, fiz a primeira varredura e dei início à caminhada, ativando todos os meus sentidos para perceber e interpretar todas as informações que auxiliassem ou atrapalhassem o trajeto. Depois de alguns passos, percebi que estava em frente a casa de dona Sofia, pois sua calçada era feita com pedras portuguesas - como meu avô havia me explicado. Logo em seguida, identifiquei a calçada do seu Joaquim que, ao contrário de dona Sofia, não estava nem aí para a sua conservação e a calçada apresentava altos e baixos - o que me obrigou a ser mais lento em meus movimentos. Eu sabia que a parte mais complicada do trajeto era justamente a inicial, pois lembrava que as outras calçadas até a casa de Renatinho eram planas.


Um cheirinho gostoso de pão me indicava que eu estava próximo à padaria da esquina, na qual eu deveria virar à direita e caminhar até a outra esquina a mais ou menos 150m, onde eu deveria virar novamente à direita.


Quando passava pela padaria, o Sr. Nestor, que era o dono, gritou do balcão para mim:


“Ei, João Vítor, andando sozinho pela rua? Cadê sua mãe?”Rapidamente, me virei em direção de sua voz e respondi com um sorriso orgulhoso:“Olá, Sr. Nestor. Ela ficou em casa. Hoje, estou fazendo minha primeira saída sozinho. Já tenho 11 anos e fui muito bem orientado no uso da bengala. Amanhã venho aqui pra comprar meu doce preferido!“.


Fui em frente, imaginando a cara de espanto que ele deve ter feito ao receber aquela informação… as pessoas não estão acostumadas a ver crianças andando de bengala sozinhas nem mesmo pelas ruas do seu bairro.


Mais adiante, me dei conta de que já estava no meio da quadra por causa do som estridente vindo da serralheria do seu Manuel. Como o som era muito forte, fiquei por algum momento sem poder captar outras informações auditivas e isto me deu um medo de perder a orientação. Procurei me concentrar um pouco mais e continuar meu caminho em linha reta, como até então vinha fazendo. Uma senhora que passava, talvez por ter notado minha preocupação, me perguntou se eu precisava de ajuda. Agradeci gentilmente, como me havia sido ensinado, e disse que estava tudo bem.


Quando cheguei na próxima esquina, ouvi crianças jogando bola no pátio de um grande prédio. Percebi que elas pararam seu jogo e comentaram baixinho:


“Olha lá aquele menino ceguinho que sempre passava por aqui de mão dada com a sua mãe. Agora ele usa a bengala e está só! Será que ele não tem medo de andar sozinho?”“Que legal! Assim, ele pode ir pra tudo que é lado como a gente!“


Ouvi estes comentários e pensei que muitos mais eu ouviria ainda neste mesmo dia e em todos os demais da minha vida. Mas meu desejo de ser cada vez mais independente era muito forte e, por isto, não deixaria que nenhum comentário me desanimasse a seguir em frente.


Com passos mais rápidos porque me sentia mais seguro, entrei na rua onde morava Renatinho. Sua casa ficava a poucos metros, logo após dois degraus que marcavam o início da ladeira. Felizmente, ele morava bem no começo dela! Em todo caso, seria fácil achar a casa de qualquer modo, pois no jardim havia um grande viveiro de pássaros e, especialmente naquele dia de festa, eu já começava a identificar algumas vozes conhecidas que se aproximavam.


Posicionei a bengala corretamente para a subida dos degraus e, em frente ao portão, nem tive tempo de achar a campainha porque sua mãe, entre surpreendida e contente por me ver ali sozinho, veio logo me receber e me conduziu até o Renatinho. Nos abraçamos e eu lhe contei minha pequena aventura. Ele ficou muito feliz e mais feliz ainda ficou quando lhe entreguei meu presente: uma bengala igual a minha, pois ele também é cego.



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Texto elaborado por Sonia B. Hoffmann e Eduardo F. Paes para a Oficina de Deficiência Visual do Curso de Formação Continuada na Modalidade Educação Especial, promovido pela Divisão de Educação Especial - Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul.Porto alegre, RS, agosto de 2007.

Quando li este texto achei muito importante compartilhá-lo no meu blog, pois dá um fechamento nas reflexões que fizemos durante o semestre, sobre a inclusão. Todos os seres humanos desejam uma vida com autonomia, em contrapartida, faz-se necessário refletir sobre esta, no âmbito da inclusão, no que se refere ao deficiente.
É preciso respeitar a diferença do deficiente e encará-la como realidade.

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Educação inclusiva.






A avaliação no ensino regular já é um dos fatores mais complexos e na educação especial devemos ter a noção de que a avaliação vai ocorrer individualmente, pois cada aluno apresenta um ritmo próprio e devem ser observados os objetivos que foram estabelecidos para ele.
É necessário que antes da avaliação o aluno seja encaminhado para tratamento, seja feita uma triagem, classificação e haja um planejamento educacional podendo analisar o progresso do aluno.
Comparando os textos lidos durante o semestre, com o meu estudo de caso, observo que estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola, que não substitui o ensino regular.
Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no turno inverso, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.
Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida.
Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.



Reportagem sobre inclusão na Revista Nova Escola.

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Reflexão sobre o semestre.






É PRECISO CAMINHAR JUNTOS

Mudar é um ato de coragem.
É aceitação plena e consciente do desafio.
É trabalho árduo, para hoje.
É trabalho árduo, para agora.
E os frutos só virão amanhã, quem sabe, tão distante...

Mas quando temos a certeza de que estamos no rumo certo,a caminhada é tranqüila.
E quando temos fé e firmeza de propósitos, é fácil suportar
As dificuldades do dia-a-dia.
A caminhada é longa.
Muitos ficarão à margem.
Outros vão retornar da estrada.
É assim mesmo.
Contudo, os que ficarem, chegarão.
Disso eu tenho certeza.

Olhe bem a seu lado.
Estão com você seus colegas de trabalho.
Eles também têm problemas e dificuldades como você.
E têm dúvidas sobre a mudança.
Você poderá mostrar-lhes como sente e pensa a respeito das mudanças na organização e nas pessoas.

Não feche a janela em que você está debruçado.
Convide seu colega para estar a seu lado.
Para que vocês possam ter a mesma perspectiva.
Nós estamos com você a cada dia, tentando descobrir novas faces da mudança.


Tenho certeza que, se assim procedermos, dentro de algum tempo estaremos convencidos de que não é tão difícil mudar...

(Adaptação do poema de Antonio Ferreira de Andrade)







O poema " É preciso caminhar juntos", evidencia a necessidade que nós, professores temos de estar em sintonia, podendo seguir caminhos diversos, mas que chegarão ao mesmo ponto.
Li este poema e achei pertinente colocá-lo no meu blog, como reflexão do semestre, pois nos faz refletir sobre o nosso dia à dia, das dificuldades que nos deparamos na nossa jornada.
E já que aceitamos o desafio, temos condições e não devemos desistir jamais, pois os frutos virão.
Me identifiquei muito com esta leitura, pois este foi o semestre mais difícil pra mim, em função da perda que tive, da luta contra a depressão e a minha superação frente a tudo que passei.
E o apoio, o carinho e o acolhimento que recebi de professores, tutores e colegas foram indispensáveis para que hoje eu pudesse estar aqui, postando esta mensagem.











A avaliação da aprendizagem necessita, para cumprir o seu verdadeiro significado, assumir a função de subsidiar a construção da aprendizagem bem-sucedida. A condição necessária para que isso aconteça é de que a avaliação deixe de ser utilizada como um recurso de autoridade, que decide sobre o destino do educando, e assume o papel de auxiliar o crescimento (LUCKESI, 2003, p.166)


Wednesday, August 12, 2009

 

Recuperação do Seminário Integrador.











Projeto de Aprendizagem






O Projeto de Aprendizagem proporciona novas formas de ensinar e aprender e a ruptura de paradigmas antigos na forma sequencial de apresentação dos conteúdos e na classificação dos alunos por séries.
No decorrer do processo estes fatos serão esquecidos, bem como, nossas atitudes frente ao conhecimento fazendo com que através das inúmeras possibilidades de aquisição de informações pela temática possa tornar possível a aquisição e construção do verdadeiro saber de todos os envolvidos.
O Projeto de Aprendizagem viabiliza a aquisição de informações, o conhecimento e o saber que são formados através das interações e trocas, com as experiências e conhecimentos prévios dos alunos e professores pelos confrontos pedagógicos ocorridos na busca em responder à dúvidas temporárias e certezas provisórias.
A construção da aprendizagem se dá pela cooperação.
São considerados no projeto de aprendizagem as dúvidas, indagações oriundas das necessidades e interesses tanto do aluno, como do professor partindo do levantamento de hipóteses através do conhecimento prévio do aluno e professor e a aprendizagem será construída pelas interações reflexivas através da cooperação de todos.
Uma das fortes características do projeto de aprendizagem é o trabalho através de situações problemas e quando se tenta solucioná-los todos vêem –se envolvidos, e estas situações são apoiadas por um levantamento de questões feitas pelo próprio aluno.
As dúvidas e certezas são formuladas no projeto de aprendizagem e aluno e professor interagem ao formular, pensar, confrontar e expressar questões que tem significado pessoal como indivíduo e muitas vezes são repensadas, reconstruídas e orientadas e assim, se vêem motivados a aprender e descobrir sobre si mesmos, a sociedade e o conhecimento.
Neste processo alunos e professores são eternos aprendizes, desenvolvendo a autonomia, através da prática interdisciplinar e a intuição, imaginação e prazer são possibilidades construídas pelos desafios.
Na aprendizagem por projetos os alunos e professores levantam hipóteses,analisam,organizam,selecionam informações,buscam desenvolver novas formas de comunicação,expressão nas diversas áreas do conhecimento,refletem,imaginam e exercitam a cidadania através de atitudes solidárias e autônomas mostrando o que querem, o que sabem e o que podem fazer inovando nos procedimentos e metodologias utilizadas,descobertas e recriadas.
Cabe ao professor ter a competência técnica, conhecimento de sua área e disciplina para poder dar suporte como articulador das discussões das questões levantadas pelos alunos, para verificar o nível de conceituação do conteúdo em estudo, a linha de raciocínio e compreensão do aluno, para então, poder lançar desafios nas relações criadas para sistematização e formalização dos conteúdos que surgem.
O professor orientador ao analisar o projeto deve sugerir questões que desestabilizem, provoque discussões, reflexões, análises e críticas, que contribuam para a formação de uma pessoa que desenvolva atitude e comprometimento com o grupo de desenvolvimento do projeto.
No decorrer do projeto os conteúdos são aprendidos através de meios, onde o desenvolvimento da capacidade de aprender e continuar aprendendo é natural neste processo contínuo de ir e vir nos questionamentos quanto as suas dúvidas e certezas, respeitando a individualidade quanto aos ritmos de aprendizagem de cada aluno e dando possibilidade de verificação das necessidades de aprendizagem específicas.
Nas diversas atividades construídas e sugeridas para cada aluno e grupo de trabalho cruzam-se os temas e conteúdos, seja de forma simultânea ou não.
A avaliação em projetos de aprendizagem ocorre durante todo o processo e a evolução é percebida pelas trocas e interações ativas de cada um dos envolvidos, com o uso da informática como ferramenta podem avaliar o processo desde seu início, com as primeiras dúvidas e certezas, com as que vieram depois estruturadas.
O projeto de aprendizagem não tem fim, pois somos eternos aprendizes neste processo.
Com o uso da informática como ferramenta é possível registrar os textos de interações, das pesquisas realizadas individualmente ou em grupo, as imagens, videos ficam arquivados podendo evidenciar a construção do conhecimento, em que cada indivíduo envolvido no processo pode avaliar as suas produções, as dos grupos através de portfólios de aprendizagem desenvolvendo a capacidade de auto-crítica quanto as suas produções, seus limites e possibilidades.





O que é portfólio de aprendizagem e para que serve?













O portfólio é uma modalidade de avaliação que vem do campo da arte e sua utilização como recurso de avaliação baseia-se na idéia da natureza evolutiva do processo de aprendizagem, onde o acompanhamento e o registro são importantíssimos.
O portfólio oferece aos alunos e professores uma oportunidade para refletir sobre o progresso dos estudantes em sua compreensão da realidade, pois o registro constante dos avanços e das dificuldades encontradas no desenrolar das atividades proporcionará indícios, pistas, para a continuidade do trabalho, indicando o que deve ser mantido, modificado ou complementado. Isso possibilita a introdução de mudanças durante o desenvolvimento do programa de ensino. Permite aos professores aproximar-se do trabalho dos alunos não de uma maneira pontual e isolada como acontece com provas e exames, mas, sim, no contexto do ensino e como uma atividade complexa, baseada em elementos e momentos de aprendizagem que se encontram relacionados.
Para o aluno, a realização do portfólio permite sentir a aprendizagem institucional como algo próprio, pois cada um decide que trabalhos e momentos são representativos de sua trajetória, estabelece relações entre esses exemplos, numa tentativa de dotar de coerência as atividades de ensino, com as finalidades de aprendizagem que cada um e o grupo se tenha proposto.
o portfólio pode ser definido como um continente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais (pesquisa sobre os temas em questão, na internet, em livros, jornais e revistas), controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc.). A essas formas de registro podem ser acrescentadas reflexões sobre a própria atividade realizada, registrando a experiência vivida (O que aprendi com essa atividade? Tive dificuldades? Quais? O que me ajudou a resolvê-las?) o que auxilia bastante o aluno a apropriar-se de seu processo de aprendizagem.
O conjunto dos registros realizados durante todo o decorrer do período avaliado propiciará a alunos e professor uma visão geral do processo de aprendizagem vivido, proporcionando evidências do conhecimento que foi sendo construído, das estratégias usadas para aprender e da disposição de quem o elabora para continuar aprendendo.
A finalidade do portfólio é a organização do registro dos trabalhos do aluno na escola durante todo o ano (nos cursos anuais) ou semestre (para os cursos semestrais). Esta forma de documentação permite ao aluno valorizar sua produção e perceber seu progresso, além de constituir-se num subsídio importante para futuras utilizações, seja estudar para concursos e cursos de pós-graduação, seja para consultar constantemente quando assumir a docência.
Ao organizar o portfólio os alunos têm oportunidades freqüentes para folhear e olhar seus trabalhos podendo escrever textos breves sobre o que aprenderam ao final de um período (semana, mês, bimestre). É uma forma de tomar consciência das atividades em que estão envolvidos e dos avanços conquistados. Por outro lado, examinando-os, o docente tem oportunidade de refletir sobre quais tarefas fizeram mais sentido e deram resultados efetivos e quais ficaram confusas e requerem maiores esclarecimentos, retomada ou substituição.
Assim, quanto mais envolvidos estiverem na proposta, quanto mais forem capazes de organizar registros pessoais, maior é a possibilidade dos alunos documentarem seu trabalho por meio de portfólios.
Na organização de um portfólio o princípio inicial é que ele esteja inserido em um contexto de avaliação no qual os instrumentos sejam utilizados a fim de que os alunos percebam suas conquistas e avanços, valorizando uma variedade de estilos de aprendizagem e o conhecimento como algo que requer atenção e empenho, além de um processo de investigação e documentação. Já na primeira aula, cada aluno pode documentar suas considerações sobre o encontro; dúvidas, estímulos para pesquisas e atuações despertados naquela aula.
O portfólio deve ser construído com uma periodicidade variável de tempo e de acordo com a proposta desenvolvida, constituindo-se um elemento de comunicação significativa entre aluno e professor, principalmente.

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Recuperação do Seminário Integrador - Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II

A teoria de Piaget do desenvolvimento cognitivo.



Piaget, a partir da observação cuidadosa de seus próprios filhos e de muitas outras crianças, concluiu que em muitas questões cruciais as crianças não pensam como os adultos. Por ainda lhes faltarem certas habilidades, a maneira de pensar é diferente, não somente em grau, como em classe.
A teoria de Piaget do desenvolvimento cognitivo é uma teoria de etapas, uma teoria que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis.
Pressupostos básicos de sua teoria: o interacionismo, a idéia de construtivismo seqüencial e os fatores que interferem no desenvolvimento.
A criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo o momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estrutura mental e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida. A adaptação, definida por Piaget, como o próprio desenvolvimento da inteligência, ocorre através da assimilação e acomodação. Os esquemas de assimilação vão se modificando, configurando os estágios de desenvolvimento. Considera, ainda, que o processo de desenvolvimento é influenciado por fatores como: maturação (crescimento biológico dos órgãos), exercitação (funcionamento dos esquemas e órgãos que implica na formação de hábitos), aprendizagem social (aquisição de valores, linguagem, costumes e padrões culturais e sociais) e equilibração (processo de auto regulação interna do organismo, que se constitui na busca sucessiva de reequilíbrio após cada desequilíbrio sofrido).A educação na visão Piagetiana: com base nesses pressupostos, a educação deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o operatório abstrato.A escola deve partir dos esquemas de assimilação da criança, propondo atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas, promovendo a descoberta e a construção do conhecimento.Para construir esse conhecimento, as concepções infantis combinam-se às informações advindas do meio, na medida em que o conhecimento não é concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente pela criança, nem transmitido de forma mecânica pelo meio exterior ou pelos adultos, mas, como resultado de uma interação, na qual o sujeito é sempre um elemento ativo, que procura ativamente compreender o mundo que o cerca, e que busca resolver as interrogações que esse mundo provoca.É aquele que aprende basicamente através de suas próprias ações sobre os objetos do mundo, e que constrói suas próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu mundo. Não é um sujeito que espera que alguém que possui um conhecimento o transmita a ele por um ato de bondade.Vamos esclarecer um pouco mais para você: quando se fala em sujeito ativo, não estamos falando de alguém que faz muitas coisas, nem ao menos de alguém que tem uma atividade observável. O sujeito ativo de que falamos é aquele que compara, exclui, ordena, categoriza, classifica, reformula, comprova, formula hipóteses, etc... em uma ação interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo seu grau de desenvolvimento). Alguém que esteja realizando algo materialmente, porém seguindo um modelo dado por outro, para ser copiado, não é habitualmente um sujeito intelectualmente ativo.
Principais objetivos da educação: formação de homens "criativos, inventivos e descobridores", de pessoas críticas e ativas, e na busca constante da construção da autonomia.
Piaget não propõe um método de ensino, mas, ao contrário, elabora uma teoria do conhecimento e desenvolve muitas investigações cujos resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos. Desse modo, suas pesquisas recebem diversas interpretações que se concretizam em propostas didáticas também diversas.

Implicações do pensamento piagetiano para a aprendizagem:


Piaget não aponta respostas sobre o que e como ensinar, mas permite compreender como a criança e o adolescente aprende, fornecendo um referencial para a identificação das possibilidades e limitações de crianças e adolescentes. Desta maneira, oferece ao professor uma atitude de respeito às condições intelectuais do aluno e um modo de interpretar suas condutas verbais e não verbais para poder trabalhar melhor com elas.

Autonomia para Piaget:

Jean Piaget, na sua obra discute com muito cuidado a questão da autonomia e do seu desenvolvimento. Para Piaget a autonomia não está relacionada com isolamento (capacidade de aprender sozinho e respeito ao ritmo próprio - escola comportamentalista), na verdade entende Piaget que o florescer do pensamento autônomo e lógico operatório é paralelo ao surgimento da capacidade de estabelecer relações cooperativas. Quando os agrupamentos operatórios surgem com as articulações das intuições, a criança torna-se cada vez mais apta a agir cooperativamente.No entender de Piaget ser autônomo significa estar apto a cooperativamente construir o sistema de regras morais e operatórias necessárias à manutenção de relações permeadas pelo respeito mútuo.Para Piaget, a constituição do princípio de autonomia se desenvolve juntamente com o processo de desenvolvimento da autoconsciência. No início, a inteligência está calcada em atividades motoras, centradas no próprio indivíduo, numa relação egocêntrica de si para si mesmo. É a consciência centrada no eu. Nessa fase a criança joga consigo mesma e não precisa compartilhar com o outro. É o estado de anomia. A consciência dorme, diz Piaget, ou é o indivíduo da não consciência. No desenvolvimento e na complexificação das ações, o indivíduo reconhece a existência do outro e passa a reconhecer a necessidade de regras, de hierarquia, de autoridade. O controle está centrado no outro. O indivíduo desloca o eixo de suas relações de si para o outro, numa relação unilateral, no sentido então da heteronomia. A verdade e a decisão estão centradas no outro, no adulto. Neste caso a regra é exterior ao indivíduo e, por conseqüência, sagrada A consciência é tomada emprestada do outro. Toda consciência da obrigação ou do caráter necessário de uma regra supõe um sentimento de respeito à autoridade do outro. Na autonomia, as leis e as regras são opções que o sujeito faz na sua convivência social pela autodeterminação. Para Piaget, não é possível uma autonomia intelectual sem uma autonomia moral, pois ambas se sustentam no respeito mútuo, o qual, por sua vez, se sustenta no respeito a si próprio e reconhecimento do outro como ele mesmo. A falta de consciência do eu e a consciência centrada na autoridade do outro impossibilitam a cooperação, em relação ao comum, pois este não existe. A consciência centrada no outro anula a ação do indivíduo como sujeito. O indivíduo submete-se às regras, e pratica-as em função do outro. Segundo Piaget este estágio pode representar a passagem para o nível da cooperação, quando, na relação, o indivíduo se depara com condições de possibilidades de identificar o outro como ele mesmo e não como si próprio.

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Recuperação do Seminário Integrador - Questões Étnico-raciais na Educ.







“Os Indios no Brasil: quem são e quantos são”



Texto extraído do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006. Autor: Gersen dos Santos Luciano – Baniwa










O estudo da cultura indígena e seus e seus pressupostos históricos, culturais, políticos e sociais nos fazem refletir sobre nossos próprios modelos de aprendizagens.
No passado estudávamos com abordagens tradicionais e que não nos faziam refletir e discutir sobre a questão étnica indígena.
Hoje o ensino sobre os povos indígenas tem outra visão, graças às transformações ocorridas no espaço, no tempo e nas concepções pedagógicas.
Na educação tradicional as crianças só faziam trabalhinhos eram pintadas como os índios e deviam decorar o dia em que se comemorava o dia do índio, sem ao menos saber quem era o índio de verdade.
As práticas hoje são voltadas a diversidade cultural e voltadas a compreender o que é ser índio.
Hoje debatemos e repensamos as questões indígenas no qual enfatiza-se o respeito a diversidade, propondo práticas de ensino voltadas a compreender da diversidade do que é ser índio.










Lendo o texto Índios no Brasil: quem são e quantos são percebemos que temos que rever alguns conceitos errôneos do passado como diz Luciano:



“Esta constatação histórica desconstrói a idéia predominante no senso comum de que os povos nativos do continente americano eram inferiores e primitivos em relação aos colonizadores europeus, pois não pertenciam a nenhuma civilização. Desconstrói também a idéia de que foram os europeus que aniquilaram todas essas grandes civilizações indíg Ë verdade que algumas foram destruídas pela barbaridade dos invasores, que se aproveitaram da superioridade que tinham na arte da guerra com armas de fogo, cidades indígenas sendo completamente arrasadas e queimadas. Mas muitas civilizações, como a asteca e a zapoteno México, desenvolveram-se e entraram em decadência muito antes da chegada dos europeus. Os motivos desse declínio pré-contato com o Ocidente ainda são desconhecidos, mas pode-se supor que tenha acontecido por causa de guerras intertribais, tragédias ecológicas ou ainda por limitações naturais.”




O relato de Luciano visa à questão indígena de uma forma ampla e contribui muito, para uma mudança nos currículos escolares, assim como também, é necessário repensar o que é índio?
De acordo com registros históricos, a palavra índio está relacionada com a questão dos navegadores espanhóis, que por um erro náutico chegaram às terras da América pensando ter chegado às Índias e foram então os habitantes daqui apelidados de índios.
E isto foi generalizado a todas as tribos, sendo que cada tribo possui os ritos, costumes, linguagem e formas de expressão diferentes de cada tribo.
O índio representa uma unidade que pode ser bem vista ou não pela sociedade, por este motivo muitos rejeitam a identidade do índio.



Segundo Luciano pode-se citar o Caboclo da Amazônia:

“A denominação original de caboclo na Amazônia, por exemplo, está fortemente relacionada a essa negação das identidades étnicas dos índios. Foi uma invenção daqueles que não queriam se identificar como índios, mas também não podiam se reconhecer como brancos ou negros (pois não pareciam), como se fosse uma identidade de transição de índio (ser inferior ou cultura inferior) para branco (ser civilizado e superior).”

Atualmente os povos indígenas reivindicam o seu território e principalmente o reconhecimento da sua etnicidade., bem diferente do que acontecia no passado, que eram aniquilados.
Refletindo sobre o que é ser índio e a desconstrução de conceitos ultrapassados e extremamente tradicionais conseguimos desfazer os pré – conceitos quanto às questões indígenas.
Nós educadores devemos promover com nossos alunos reflexões sobre a diversidade cultural, das línguas e ritos indígenas e cultura indígena, bem como as contribuições deixadas por estes povos.


Reflexão teórica sobre a prática:

Com esta interdisciplina tivemos muitos avanços sobre as questões étnicas raciais na escola.
Quando o aluno vivencia o que está estudando, a sua compreensão é muito maior.
Quando realizei as atividades propostas por esta interdisciplina aplicando com meus alunos, muitos comentaram que não saberiam viver nas condições, em que muitos índios vivem no Brasil.
Identificar-se como indígena, nos dias de hoje, não pode ser entendido como simplesmente a busca por copiar modelos ou padrões que existiram no passado. Identificar-se como indígena é algo muito mais profundo do que “resgatar” um antigo modo de ser, como se o tempo e a História não tivessem imprimido suas marcas. Identificar-se como indígena supõe utopia, modo de ser e de encarar o futuro com base no passado, nessa origem pensada como comum e anterior ao período do contato. Ser indígena vai muito além de uma imagem. Muitos são os povos que lutam por poderem ser como são e ainda assim serem reconhecidos como indígenas pela sociedade. Se o nosso desejo é de fato de romper com séculos de dominação e colonização na História brasileira, faz-se urgente ouvir esses legítimos sujeitos históricos, para nos despir de nossos pré-conceitos e assim compreendermos quem são os povos indígenas no Brasil nesse limiar de século.






Escola indígena preserva cultura e tradição guarani em Mongaguá.

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Recuperação do Seminário Integrador - Filosofia da Educação







A educação proposta por Kant.

A princípio, a educação proposta por Kant parece muito dura para com as crianças e por vezes demasiado idealista, longe da vida concreta. No entanto, ele tem um objetivo claro, que se encontra na sua reflexão ética. A criança, sentindo a obrigação de fazer tudo o que lhe é mandado pelos outros, no caso seus pais ou educadores, deve pouco a pouco obedecer a si mesma e descobrir sua liberdade, ou seja, uma obediência não mais fundada na autoridade de outro, mas uma obediência que é primeiramente obediência à razão, a si mesma, em suma, deve ser autônoma.
A educação deverá levar a criança a ser seu próprio mestre. Educar, para Kant, é formar o homem na direção do progresso geral da humanidade, ou seja, é aperfeiçoar a natureza humana. Esta formação supõe a habilidade (instrução), a prudência (socialização) e, principalmente, a moralização, que consiste em orientar o homem para a busca de fins bons e que, sendo bons para um, sejam igualmente bons pra toda humanidade. A moralização integra e envolve todo o processo da educação, encontrando na liberdade seu princípio regulador. Pela educação, o homem deve fazer a passagem da liberdade, enquanto espontaneidade ou independência em relação às leis naturais, para a liberdade como autonomia, ou seja, adesão livre à lei moral. É necessário, entretanto, recapitular as linhas gerais de como Kant, em Sobre a Pedagogia, mostra essa passagem, a fim de tirar de sua concepção educativa o que pode ajudar a superar a crise ético-educativa dos dias atuais. Há que se ver, igualmente, quais os pontos da teoria kantiana merecem ser deixados de lado, quando se trata de melhorar
a educação atual. O aspecto principal de sua teoria é também o problema mais grave que se vive hoje na educação: a dimensão moral da vida humana. É notável, que nos dias atuais, há uma exaltação da dimensão técnica no processo educativo. Isso se torna emblemático, por exemplo, no caso, que aconteceu poucos anos atrás em nossa sociedade, dos jovens que, mesmo estudando em boas escolas e pertencendo a famílias abastadas, atearam fogo, por "brincadeira", em semelhante que, não tendo as mesmas condições financeiras que eles, dormia em uma calçada. O cuidado e a responsabilidade com e pelo outro não podem ser negligenciados se quisermos realmente uma educação que tenha como objetivo o pleno aperfeiçoamento da natureza humana.
A educação é uma arte, cuja prática necessita ser aperfeiçoada por várias gerações. Cada geração, de posse dos conhecimentos das gerações precedentes, está sempre melhor
aparelhada para exercer uma educação que desenvolva todas as disposições naturais na justa proporção e de conformidade com a finalidade daquelas, e, assim, guie toda a humana espécie a seu destino. A Providência quis que o homem extraísse de si mesmo o bem e, por assim dizer, desse modo lhe fala: "Entra no mundo. Coloquei em ti toda espécie de disposições para o bem.
Agora compete somente a ti desenvolvê-las e a tua felicidade ou a tua infelicidade depende de ti".
De acordo com Kant, na educação, o homem deve, portanto ser disciplinado. Disciplinar quer dizer: procurar impedir que a animalidade prejudique o caráter humano, tanto no indivíduo como na sociedade. Tornar-se culto. A cultura abrange a instrução e vários conhecimentos. A cultura é a criação da habilidade e esta é a posse de uma capacidade condizente com todos os fins que almejamos. A educação deve também cuidar para que o homem se torne prudente, que ele permaneça em seu lugar na sociedade e que seja querido e tenha influência. A essa espécie de cultura pertence àquela chamada propriamente de civilidade. Deve, por fim, cuidar da moralização. Na verdade, não basta que o homem seja capaz de toda sorte de fins; convém também que ele consiga a disposição de escolher apenas os bons fins. Bons são aqueles fins aprovados necessariamente por todos e que podem ser, ao mesmo tempo, os fins de cada um.
O indivíduo segundo Adorne pode abandonar-se de si mesmo, em um momento de liberação da sua função social retornando a natureza, a um passado sem disciplina. No mundo civilizado onde a disciplina é necessária e imprescindível, esse abando precisa ser administrado. A sociedade administrada enfraquece-o tornando-o uma atividade racionalizada, em um retorno planejado à natureza que não foi inteiramente domada.
Estudar Kant e Adorno me fez pensar sobre a questão de violência na sala de aula e o comportamento moral dos alunos.
Neste semestre estudando as questões de liberdade, autonomia, heteronomia, questões sociais e as influências na aprendizagem foram se suma importância, para o meu desenvolvimento intelectual e profissional.

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Recuperação do Seminário Integrador







Por que avaliar? Alguns “comos” para se chegar aos porquês
Na avaliação centrada no ensino o aluno tem que aprender, mas de forma passiva, puramente verbal e teórica.
O aluno tem que assimilar informações divididas em disciplinas, que muitas vezes, não fazem o menor sentido e por isso são esquecidas facilmente. Precisam aprender respostas para perguntas que não tem.
Enquanto que, na aprendizagem predominantemente por projetos de aprendizagem procura evitar que os alunos deixem de lado sua imaginação e sua criatividade ao entrar na escola.
Incentiva-os a pensar em coisas que gostariam de aprender e fazer e cabe ao professor encontrar maneiras de, em cima desses interesses, tornarem a atividade útil no desenvolvimento de competências e habilidades básicas para que sejam seres autônomos.


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Recuperação do Seminário Integrador – VI



Conhecimento prévio

O conhecimento prévio é construído a partir da busca por respostas a problemas e situações vividas pelas pessoas em um contexto social e cultural, atrai a atenção dos educadores que criticam os modelos tradicionais de ensino.Ao se privilegiar a interação contínua em sala, o conhecimento prévio do aluno e suas experiências, o professor estará, ao mesmo tempo, estimulando a autonomia de seu aluno.O aluno autônomo é capaz de se posicionar frente a uma situação de aprendizagem, elaborar projetos pessoais como, por exemplo, buscar informações para superar uma dificuldade de aprendizagem e utilizá-las, bem como estabelecer e seguir metas, participar de projetos coletivos ter uma postura crítica e analisar diferentes visões a fim de tomar conclusões ponderadas. O professor interessado em ajudar seus alunos a serem autônomos proverá situações que propiciem a participação e a interação deles frente a conflitos, problemas, perguntas que estimulem o raciocínio, reflexão e a expressão. Agindo assim, o professor será mediador e fomentador da autonomia desses alunos. Cabe ao professor mediar tanto o conhecimento como a própria avaliação (avaliação orientada) a fim de contribuir para que o aluno se torne mais autônomo e "responsável pelo seu dizer" (fazer).Vale ressaltar que o aluno pode ter autonomia para atuar em determinada situação e em outra não. Desta forma, a interação com o professor e seus colegas é fundamental para a superação de problemas.Ao permitir a interação, o professor estará dando voz e estimulando a autonomia do aluno. Mas isso não significa que é o aluno quem controla todas as ações e decisões em aula.
Organizar os trabalhos, determinando, por exemplo, se os trabalhos serão realizados em grupos, de forma individual ou com a participação de todos os alunos. Detectar as dificuldades de seus alunos e orientá-los no sentido de superá-las. Também, analisar como um determinado assunto pode ser apresentado aos alunos, respeitando seus conhecimentos prévios e experiências. Ouvir seus alunos nas decisões a serem tomadas pela classe, pois isso estimula a autonomia deles. Entretanto, é necessário que o professor decida o que será benéfico para seus alunos e dialogar com eles. Percebe-se que estimular a reflexão, a autonomia dos alunos e dar-lhes voz estimulam a formação do aluno como sujeito pensante, reflexivo e atuante em seu processo de aprendizagem, sem, no entanto, diminuir a autonomia de atuação do professor.
Ao se privilegiar a interação contínua em sala, o conhecimento prévio do aluno e suas experiências, o professor estará, ao mesmo tempo, estimulando a autonomia de seu aluno.Resistência do aluno em abrir mão de conceitos intuitivamente elaborados (idéias e pré-conceitos).A escola tem o papel de aproximar os alunos do conhecimento cientificamente construído e precisa desequilibrar as idéias pré-concebidas, só então, o aluno começa a ter dúvidas sobre elas e pode abrir espaço para a revisão e escuta real para a reconstrução.A criança antes do ingresso na escola, já construiu um conjunto de conhecimento informal e a partir de suas experiências é que constitui o seu sistema de crenças sobre o mundo, a influenciar profundamente a obtenção do conhecimento formal, que se dará de forma planejada pela aprendizagem escolar.As idéias que o aluno traz para a escola são necessárias para a construção de significados. Suas experiências culturais e familiares não podem ser negadas. Essas idéias devem ser aceitas para progressivamente evoluírem, serem substituídas ou transformadas.O aluno traz uma riqueza de conhecimentos sobre o mundo e seu funcionamento, que na maioria das vezes entram em conflito com o que é imposto pela escola e tem de ser aprendido.Frente a um desafio, de um estímulo, de uma lacuna no conhecimento, o sujeito se desequilibra intelectualmente, fica curioso, motivado e, através de assimilações e acomodações, procura restabelecer o equilíbrio que é sempre dinâmico, pois é alcançado por meio de ações físicas e mentais.Com estas leituras e debates durante o semestre e a recuperação fica evidente que temos que começar a reestruturar os modelos de ensino.É necessário adotar uma postura crítica, diante do senso comum e transmitir menos conhecimentos prontos, sem análises profundas e proporcionar aos alunos condições de realizarem mais pesquisas despertando mais prazer na reconstrução do conhecimento.
Nós como alunos do PEAD somos agentes desta transformação.

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Conhecimento prévio

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Recuperação do Seminário Integrador – VI - EPNEE











A escola é um lugar de socialização onde diferentes crianças se encontram para conviverem com suas diferenças ampliando sua rede de relações iniciadas na família. O papel da escola além de social é também escolarizar todos os sujeitos que dela fazem parte, incluindo alunos com necessidades especiais na rede comum de ensino.
Cada vez mais as pessoas especiais têm acesso ao mundo da escola e podem conviver na escola comum. A heterogeneidade da escola favorece os grupos e a aprendizagem dos alunos promovendo a convivência construtiva dos alunos e possibilitando uma melhor consideração sobre as especificidades dos alunos incluídos. As singularidades dos alunos são respeitadas e acolhidas em uma escola que prioriza a flexibilidade no convívio com a diferença.
Pode ser compreendido que mesmo assim, há uma presença tímida da educação especial e dos órgãos públicos nos que se refere à inclusão e escolarização de alunos especiais uma vez que há um número reduzido de alunos que estão em escolas comuns recebendo atendimento especializado. São poucos, os contextos que investem grandiosamente em políticas de inclusão de qualidade.
A atual legislação brasileira prevê o acolhimento a alunos com necessidades especiais.
É necessário não apenas receber esses alunos como também procurar alternativas de trabalho, de modo a lhes oferecer o que realmente precisam para se desenvolver sócio-afetivo, psicológico e cognitivamente.
O professor numa escola inclusiva deve lançar mão de estratégias de planejamento e atuação que possam responder às necessidades das crianças em seu percurso de aprender, ancorados numa reflexão que lhe permita decidir a respeito do que e como o aluno deve aprender.
As mudanças não se fazem apenas ao nível de lei, embora, se faça necessária. É preciso que os professores tenham coragem e ousadia para enfrentar discussões, assumindo atitudes mais críticas, visto que a mudança interroga a função social da escola, o papel de quem ensina e quem aprende frente aos processos de ensino e aprendizagem, desafia ainda, o professor pensar o aluno em suas particularidades e modos singulares de aprender coordenando em redes de relações e significações que é próprio de cada um, construídas e produzidas em contextos, que não se restringem somente, na vivência escolar.
É importante fortalecer o vínculo e a parceria da escola e da família promovendo diálogos sobre o trabalho pedagógico e os processos de aprendizagem dos alunos, refletindo sobre as estratégias, ajustes utilizados e encaminhados pela escola.
A escola precisa estar aberta para a diversidade, e os professores atentos para olhar, ver, ouvir, escutar e produzir novas narrativas a fim de tornar a escola mais humana, de maior qualidade, com uma prática geradora de transformações, rica em aprendizagens significativas. Afinal o sujeito principal de nosso fazer são os alunos.
A definição dos objetivos em termos de capacidades e não de comportamentos visa ampliar a possibilidade de concretização das intenções educativas, uma vez que as capacidades se expressam por meio de diversos comportamentos e as aprendizagens que convergem para ela podem ser de naturezas diversas. Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidades de atendimento à diversidade apresentada pelas crianças, podendo considerar diferentes habilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento de cada capacidade.
É tarefa primordial da escola a difusão de conteúdos.
Não conteúdos abstratos, mas vivos e concretos, portanto, indissociáveis da realidade social.Um ensino que segue a linha diálogo - ação - compreensão - participação baseada em relações diretas da experiência do aluno, o que se presta aos interesses sociais, já que a própria unidade escolar pode contribuir para eliminar a seletividade social e torná-la democrática.A condição para que a escola sirva aos interesses sociais e garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos curriculares básicos que tenham ressonância na vida dos alunos.
Humberto Maturana é visto como um autor que partindo da biologia provoca uma ruptura com o pensamento moderno e suas idéias acerca da educação nos levam a compreender que educar é conviver em um espaço de aceitação recíproca, onde haja o respeito consigo mesmo e ao outro como legítimo outro e não meramente aprender conteúdos acadêmicos, delineando-se assim um novo caminho a ser percorrido.
A inclusão dos alunos com deficiências em turmas de educação regular é uma questão de consciência dos limites e benefícios que tal prática poderá trazer para a comunidade. É impossível que este assunto continue sendo tratado com discriminação e descaso pela sociedade e pelas autoridades que precisam, na verdade, abraçar essa causa.
Constata-se que a falta de informação contribui para a exclusão. Muitas vidas estão sendo desprezadas, privadas de novos conhecimentos e das relações sociais. É preciso respeitar a diferença do deficiente e encará-la como realidade.
Falar em inclusão na sociedade atual não é tarefa fácil. A consciência da necessidade de inclusão gera, na maioria das vezes, um sentimento de defesa por parte das pessoas. Assim, torna-se uma luta a tentativa de ultrapassar as barreiras que separam os alunos das escolas regulares, dos alunos com deficiência.
O princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em atender a todos os alunos, não apenas a alguns deles.
Hoje, os alunos que possuem necessidades especiais ainda são inseridos nas escolas regulares com algumas restrições. Contudo, a tendência é que as barreiras existentes venham a serem desfeitas, pois não é possível que uma sociedade que fale tanto em justiça e em direitos humanos continue a marginalizar aqueles que fazem parte de seu contexto.
O objetivo da inclusão é dar oportunidade para desenvolver a autoidentidade, não apagando as diferenças, mas valorizando as individuais, que proporcionam parcerias e levam os alunos a "assumir sua própria educação em suas próprias vidas". Quando as escolas incluem todos os alunos, a igualdade é respeitada e promovida como um valor social, com os resultados visíveis da paz e da cooperação.
Para a inclusão ocorrer, de fato, é preciso que todos os sistemas sociais se adéquem, de forma que sejam eliminados os fatores que excluem certas pessoas do seu ambiente. Além disso, todas as formas de discriminação devem ser combatidas, o esforço da sociedade deve ser no sentido de acolher as pessoas. No entanto, essa inclusão reivindicada só irá ocorrer quando a sociedade for capaz de entender que ela própria precisa ser modificada.
Inclusão é viver a igualdade na diferença, integrar na diversidade, consiste em pensar no outro, que se apresenta como uma realidade que se impõe, gradativamente, no dia a dia, um outro concreto, com identidade, com história e com constituição afetivo-emocional própria.
Todos os seres humanos desejam uma vida com autonomia, em contrapartida, faz-se necessário refletir sobre esta, no âmbito da inclusão, no que se refere ao deficiente. Notavelmente é impossível ao deficiente sonhar com vida autônoma, se este esbarra com tais regras, que o impedem de conseguir, prosseguir e manter-se com mínima dignidade em um trabalho.
A transformação de todas as escolas em escolas inclusivas é um grande desafio que teremos de enfrentar. A condição para que a inclusão escolar se torne uma realidade, porém, passa pela redefinição do papel das escolas especiais como responsáveis pelo atendimento educacional especializado, e das escolas comuns como o local onde os alunos, através do conhecimento, possam questionar a realidade, e, coletivamente, viver experiências que reforcem padrões sociais de cooperação e vivência da cidadania.
Nessa concepção de escola, que vê a diferença e a deficiência como algo inerente à condição humana, o atendimento educacional especializado, a ser oferecido tanto aos alunos com deficiências quanto aos alunos com altas habilidades, assume papel importante e decisivo.O atendimento educacional especializado, que se diferencia completamente do trabalho realizado na sala de aula comum, deve ser oferecido nas salas de recursos, no horário oposto ao que o aluno freqüenta a escola, individualmente ou em pequenos grupos, pelo professor com formação específica; e abordará aquilo que é necessariamente diferente do ensino escolar, com o objetivo de atender às necessidades específicas do aluno com deficiência ou com altas habilidades, e deverá complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. É através do atendimento educacional especializado que o professor do ensino comum e o professor do ensino especial buscam, solidariamente, práticas pedagógicas que facilitem a aprendizagem do aluno que necessita desse atendimento.
Numa sala inclusiva, o aluno não presta atenção ao professor: o professor é que deve prestar atenção ao aluno. Numa sala inclusiva, o aluno não é ouvinte; não é assistente. Numa sala inclusiva, o aluno realiza atividades. Resolve problemas. Desenvolve projetos. Participa. Opina. Analisa. Cria. E não precisa decorar nada. A escola inclusiva é a escola do aluno que pensa que faz e que cria, e não do aluno que ouve que copia que anota que decora e que reproduz na prova. E pensar, fazer e criar, cada um pode fazê-lo a seu modo, no seu ritmo, e sem moldes pré-determinados.
A avaliação das aprendizagens ocorre como um elemento do processo de ensino-aprendizagem há uma integração entre avaliação, ensino e aprendizagem, fazendo desses três elementos partem de todo um processo que só tem sentido, se desenvolvido de maneira integral. Para o desenvolvimento de uma avaliação coerente é necessária uma diversidade de instrumentos, que realmente, façam o levantamento das aprendizagens construídas.
O caráter educativo precisa estar presente na avaliação, precisa constituir-se como um elemento de formação. O aluno deve aprender alguma coisa, ao ser avaliado, a avaliação deve permitir-lhe firmar suas aquisições. Ela deve ajudar o aluno a avançar e estimulá-lo, além de oferecer os meios para que o aluno supere suas eventuais dificuldades. O objetivo principal de um projeto pedagógico é o de proporcionar aprendizagens, portanto, a avaliação escolar deve existir a serviço da construção de aprendizagens.


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