Sunday, September 13, 2009

 

Ludicidade - O lúdico através de jogos.

Nesta semana passada choveu muito em Porto Alegre -RS., praticamente todos os dias torrencialmente e consequentemente na escola, o recreio das crianças era em sala de aula.
Reuni alguns brinquedos do meu armário e distribuí aos alunos, mas já estavam cansados e queriam correr pela sala.
Lembrei que, quando trabalhei com 4ª série, através da Interdisciplina de Ludicidade meus alunos construiram alguns jogos e brinquedos e propus agora aos meus alunos do 2º ano, a construção de alguns jogos.
E juntos montamos com sobras de papelão e tampinhas de garrafas PET, os tabuleiros do jogo da velha.
Foi incrível o fascínio das crianças com o jogo.
No início pensei que os pequenos não iriam concentrar-se muito em jogos, mas foi um sucesso.
Eles mesmos se organizaram em grupos e fizeram disputas e participei de algumas delas, não só como orientadora, mas como jogadora disputando a partida com eles.

"Pensar a ludicidade como ciência é, antes de mais nada, adotar estratégias de intervenção pedagógica que nos possibilite não apenas oferecer e oportunizar momentos lúdicos, mas extrair deste tempo substrato que permita interpretar o valor que as pessoas atribuem a estes momentos. "(NEGRINE, apud SANTOS, 2001, p.42).


Foi uma semana tranquila, alguns alunos me pediram para levar para casa os seus tabuleiros para jogar com a família.
Esta atividade diária em sala de aula, durante o recreio objetivou a reflexão acerca das contribuições do lúdico no processo de ensino e de aprendizagem dos alunos, na socialização e na redução da violência escolar.
Nestes recreios em sala de aula, não registrei nenhuma ocorrência de violência.
Brincar oportuniza que as relações interpessoais sejam fortalecidas e isso minimiza a violência na escola. Enfatizo também a importância que tem o brincar por brincar, e que mesmo sem intenção pedagógica e/ou educativa, ao brincar e/ou jogar, a criança aprende e se desenvolve cognitiva, social e psicologicamente.

"O espírito lúdico expressa uma qualidade de transitar ou percorrer os modos – impossível, circunstancial, necessário e possível – do ser das coisas. Se falta o lúdico, pode ser que a ironia, o desinteresse, o ceticismo ou a violência ocupem seu lugar." (MACEDO, 2005, p. 20).


O lúdico também desenvolve a autonomia e contribui para a socialização e interação entre os sujeitos. Além disso, precisamos levar em consideração que o brincar por puro prazer, é uma necessidade para as crianças, assim como alimentar-se.



 

Aula presencial de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, no dia 09.09.2009.





A Profª Carolina da Interdisciplina de LIBRAS, na aula presencial no Pólo de Alvorada, no dia 09.09.2009 contou com a colaboração de uma intérprete, para apresentar a interdisciplina e comunicar-se conosco, pois ela é surda, assim como as outras professoras dos outros pólos.

A aula foi muito interessante, divertida, todos os alunos participaram muito interagindo com a professora.

Aprendemos que, os surdos se comunicam muito através do celular, utilizando o recurso de mensagem de texto.

Utilizam também, o MSN para comunicar-se e o Youtube para divulgação de eventos entre a comunidade surda.

Em casa, os surdos utilizam luzes que piscam sinalizando que alguém está batendo na porta e também, em escolas para surdos o sinal de troca de período, recreio ou de entrada e saída é sinalizado pela luz piscante.

Os surdos têm um relógio especial com vibracall para despertá-los.
As línguas de sinais são línguas naturais porque como as línguas orais sugiram espontaneamente da interação entre pessoas e porque devido à sua estrutura permitem a expressão de qualquer conceito - descritivo, emotivo, racional, literal, metafórico, concreto, abstrato - enfim, permitem a expressão de qualquer significado decorrente da necessidade comunicativa e expressiva do ser humano.

As línguas de sinais distinguem-se das línguas orais porque utilizam-se de um meio ou canal visual-espacial e não oral auditivo. Assim, articulam-se espacialmente e são percebidas visualmente, ou seja, usam o espaço e as dimensões que ele oferece na constituição de seus mecanismos “fonológicos”, morfológicos, sintáticos e semânticos para veicular significados, os quais são percebidos pelos seus usuários através das mesmas dimensões espaciais. Daí o fato de muitas vezes apresentarem formas icônicas, isto é, formas linguísticas que tentam copiar o referente real em suas características visuais. Esta iconicidade mais evidentes nas estruturas das línguas de sinais do que nas orais deve-se a este fato e ao fato de que o espaço parece ser mais concreto e palpável do que o tempo, dimensão utilizada pelas línguas orais-auditivas quando constituem suas estruturas através de seqüências sonoras que basicamente se transmitem temporalmente.

Entretanto, as formas icônicas das línguas de sinais não são universais ou o retrato fiel da realidade. Cada língua de sinais representa seus refentes, ainda que de forma icônica, convencionalmente porque cada uma vê os objetos, seres e eventos representados em seus sinais ou palavras sob uma determinada ótica ou perspectiva.

Em LIBRAS, o sinal CARRO/DIRIGIR é icônico porque representa o ato de dirigir, porém, é também convencional porque em outras línguas de sinais não toma necessariamente este aspecto dos referentes ‘carro’ e ‘ato de dirigir’ como motivação de sua forma mas sim outros.

Os sinais arbitrários são aqueles que não mantêm nenhuma semelhança com o dado da realidade que representam.

Os sinais semelhantes são os mesmos por exemplo, tanto para "frio" como para "verde", depende do contexto, assim como "sábado" e "laranja".

Palavras compostas: gurada-chuva, café da manhã.

Sinal composto: igreja, escola, país.


TDD






TDD (Telecommunications Device for the Deaf) é um sistema de comunicação telefônica digital onde os surdos, podem se comunicar com outras pessoas escrevendo suas mensagens em um teclado e visualizando em uma tela as mensagens que lhe são enviadas.
Os deficientes auditivos se beneficiam de boa parte das novas tecnologias de comunicação. É fato sabido que na Internet, todos podem se comunicar livremente e até mesmo em telefones celulares, é possível a comunicação através de mensagens SMS. Entretanto, pouca gente conhece o telefone público para surdos, até mesmo boa parte dos deficientes auditivos desconhece esta tecnologia.

Trata-se de um telefone público comun, que é acoplado à um aparelho de teletexto. O surdo retira o telefone do gancho, coloca no aparelho teletexto e disca para a Operadora de Telefonia. Uma atendente então faz o serviço de intermediação entre um deficiente auditivo e uma pessoa ouvinte. Ela saúda o surdo através de uma mensagem de texto.
O surdo então digita o que ele quer dizer e a operadora então diz para a pessoa do outro lado da linha o que o deficiente auditivo “falou”. Em caso de resposta, a mensagem é transmitida pela operadora em mensagens de texto para o surdo. Este sistema permite que o surdo faça ligações telefônicas e se comunique com pessoas ouvinte de modo simples e ágil.


Língua Brasileira de Sinais -LIBRAS


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O Alfabeto Manual.



Esta interdisciplina irá nos proporcionar o conhecimento básico da LIBRAS para uma comunicação mais eficiente com a comunidade surda.
Foi uma aula maravilhosa e percebi que, não só eu, como todos os colegas ficamos com um gostinho de quero mais.

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Monday, September 07, 2009

 

7 de setembro

Dia 7 de setembro de 2009, dia da pátria, da independência, dia em que comemoramos a liberdade.
Nos perguntamos que liberdade?
Liberdade que continua ausente neste país , com muitas riquezas e de muitos contrastes, de um povo que vive na sua maioria sem direito a uma educação e assistência médica digna, além de outros direitos básicos cada vez mais precários.
Ser privado destes direitos é viver sem liberdade.
O dia em que o povo deste país aprender a lutar pelos seus direitos exigir mudanças, cobrar de seus governantes e ter dignidade, só assim poderemos sair às ruas e comemorar a liberdade e a justiça social.
Por enquanto, só nos resta sonhar e esta é a chama que nos mantêm a esperança e o direito de lutar sempre, pela tão sonhada liberdade.


Como reflexão deste dia selecionei esta poesia.

** Liberdade – 7 de Setembro**

*****Liberdade... Liberdade...
Abre teu leque com brevidade
Sobre a frágil humanidade


Que clama por liberdade
De idéias acumuladas
Projetos engavetados,
Promessas não realizadas
De moradia alimentada


Liberdade da paz esperada
Dos lares livres das grades
Vê o irmão com credulidade
Unidos na fraternidade


Reina nos corações
De vil superioridade
De incontidas ambições
Que impera austeridade


Liberdade...tem piedade
Dos direitos de igualdade
Que Deus deu a posteridade
Da consciência a legalidade


Sonia Nogueira *sogueira*


 

Semana da Pátria.

Atividades de encerramento da Semana da Pátria.











 

Reflexão sobre o PEAD.








Na aula presencial de Didática, depois do trabalho em grupo discutimos nossos pontos de vista acerca da importância do contínuo conflito na escola.

Refleti sobre, o quanto a postura de alguns gestores de escola estão me incomodando.

Antes do PEAD me sentia acomodada como outros colegas de profissão, mas hoje como aluna da UFRGS em final de curso, com o aprendizado que construí ao longo dos semestres sinto-me bem crítica e em constante conflito interno, não aceitando o método de trabalho destas pessoas que não estão de acordo, com a minha visão de escola e com as reflexões que nós alunos do PEAD realizamos embasadas em epistemologias.

E eu me questiono também, muito em relação ao meu trabalho, as minhas práticas de ensino procurando incorporar ao meu trabalho todo aprendizado no decorrer do curso.

Esta reflexão na aula presencial me ajudou muito, a entender os conflitos que estou vivenciando na escola, pois por um momento achei que o problema era eu, a acomodação dos colegas e a visão ultrapassada de alguns gestores realmente não são admissíveis e o Prof. Nestor comentou que a escola é política é um local onde devemos debater, discutir e defender idéias que acabam gerando conflitos.

O importante é defendermos nossas idéias e convicções sempre argumentando nosso posicionamento perante o grupo.

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Aula presencial de Educação de Jovens e Adultos,no dia 02.09.2009.










Esta interdisciplina será ministrada pelo Prof. Dr. Raimundo Helvécio Almeida Aguiar.

Foi apresentada a interdisciplina e o método de trabalho.

A Educação para Jovens e Adultos (EJA) é uma forma de ensino da rede pública no Brasil, com o objetivo de desenvolver o ensino fundamental e médio com qualidade, para as pessoas que não possuem idade escolar e oportunidade.

Os educadores para fazerem parte do corpo docente do EJA devem ter uma formação inicial, além de contribuírem de forma relevante para o crescimento intelectual do indivíduo, realizando o exercício de cidadania.

A educação de jovens e adultos deve ser pensada como um modelo pedagógico próprio, com o objetivo de criar situações de ensino-aprendizagem adequadas as necessidades educacionais de jovens e adultos.

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Aula presencial da Interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, no dia 02.09.2009.

















O Prof. Nestor iniciou a aula contando uma história, de um ser de outro planeta, que se encontra com um terráqueo e o leva para planejar uma escola.
A partir da história, a turma se dividiu em grupos para planejar uma escola em outro planeta.

Meu grupo iniciou fazendo a seguinte análise:

- Por que eles se interessavam pela escola?

- A escola era para quem?

- Que valores éticos e morais passaríamos?

A tecnologia avançada eles talvez já possuíssem.
Nós avaliamos nossas escolas o que há de bom levaríamos e o que é de ruím descartaríamos.
Em hipótese alguma iríamos utilizar o método tradicional de ensino.
Construiríamos com eles, de acordo com as suas necessidades um planejamento.
Proporcionaríamos um espaço físico adequado à realidade dos alunos, com turmas menores, salas de aulas amplas, iluminadas e arejadas.
Disponibilizaríamos uma diversidade de materiais.
Repensaríamos nos 200 dias letivos.
Turno integral mas com atividades de lazer no turno inverso às aulas.
Iríamos pensar em seres autônomos, críticos e trabalhar a parte social e motivação do aluno.
Foi uma atividade bem interessante, pois nos proporcionou fazer uma análise crítica de nossas escolas.

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