Sunday, November 29, 2009

 

Temas Geradores.

Paulo Freire



“Minha alfabetização não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal.” (FREIRE, 2005, p.2).

Os “Temas Geradores” são os conteúdos subjetivamente extraídos da problematização, da prática de vida dos alunos e surgem segundo a proposta de Paulo Freire, que parte do estudo da realidade do aluno aliado aos dados coletados pelo professor.
O que realmente importa não é a transmissão de conhecimentos específicos e sim uma nova forma de relação com a experiência de vida de cada indivíduo.
Chama-se de “invasão cultural” passar conteúdos pré-estruturados, que não estejam no contexto social de quem recebe a informação que acaba não assimilando e a informação torna-se descartável.
O professor tem por obrigação conhecer seu aluno e a realidade em que ele está inserido, pois é através do conhecimento desta realidade, que este conhecimento se tornará a fonte de onde deveremos explorar nosso material de trabalho. Caso contrário, estaremos reproduzindo os moldes do velho modelo escolar que não propicia ao aluno a construção do conhecimento.
Segundo Paulo Freire e Frei Betto deve haver um respeito à “bagagem” de cada indivíduo e a inserção de suas experiências como parte constitutiva do seu próprio aprendizado.
O processo de alfabetização tornar-se-á mais interessante desta forma, porque há uma participação do aluno em conjunto com o professor.
Para superar a transmissão pura e simples do conteúdo, mecânico, vazio de significados concretos os temas devem ser tratados como temas geradores de reflexões mais amplas e que possibilitem a formação crítica e transformadora dos sujeitos. E é em Paulo Freire que todos os que escolhem trabalhar com a metodologia dos temas geradores busca subsídios teórico-metodológicos.
Na pedagogia Paulo Freire vemos que educar é um ato de conhecimento da realidade concreta, das situações vividas, um processo de aproximação crítica da própria realidade: compreender, refletir, criticar e agir são as ações pedagógicas pretendidas.O tema gerador é o tema ponto de partida para o processo de construção da descoberta. Por emergir do saber popular, os temas geradores são extraídos da prática de vida dos educandos, substituem os conteúdos tradicionais e são buscados através da “pesquisa do universo vocabular”. É importante destacar que o caráter político da pedagogia freireana faz-se presente, de forma radical, nos temas geradores, isto é,temas geradores só são geradores de ação-reflexão-ação se forem carregados de conteúdos sociais e políticos com significado concreto para a vida dos educandos.


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Pedagogia de Projetos.




Os Projetos de Trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes (HERNANDEZ, 1998).


A discussão sobre pedagogia de projetos não é nova. Ela surge no início do século XX, com John Dewey. Já nessa época, a discussão estava pautada numa concepção de que educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura e a escola deve representar a vida presente.


Projeto não é um plano de trabalho ou um conjunto de atividades bem organizadas.
Uma proposta de intervenção pedagógica que dá a atividade de aprender um sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações problemáticas. Um projeto gera situações de aprendizagem ao mesmo tempo, reais e diversificadas. Possibilita, assim, que os alunos ( aprendizes ), ao decidirem, opinarem, debaterem; construam sua autonomia e seu compromisso com o social, formando-se como sujeitos culturais.

Abrantes (1995:62 ) aponta algumas características fundamentais do trabalho com projetos:


• Num projeto. a responsabilidade e autonomia dos alunos são essenciais: os alunos são co-responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento do projeto. Em geral, fazem-no em equipe, motivo pelo qual a cooperação está também quase sempre associada ao trabalho de projetos.


• A autenticidade é uma característica fundamental de um projeto: o problema a resolver é relevante e tem caráter real para os alunos. Não se trata de mera reprodução de conteúdos prontos. Além disso, o problema não é independente do contexto sócio-cultural e os alunos procuram construir respostas pessoais e originais.


• Um projeto envolve complexidade e resolução de problemas: o objetivo central do projeto constitui um problema ou uma fonte geradora de problemas, que exige uma atividade para sua resolução.


• Um projeto tem um caráter faseado: um projeto percorre várias fases: escolha do objetivo central e formulação dos problemas, planejamento, execução, avaliação, divulgação dos trabalhos.


A Pedagogia de Projetos traduz uma determinada concepção de conhecimento escolar, trazendo à tona uma reflexão sobre a aprendizagem dos alunos e os conteúdos das diferentes disciplinas.


Há uma tendência, de forma bastante generalizada no pensamento pedagógico, em colocar, como questões opostas, a participação dos alunos e a apropriação de conteúdos disciplinares.

Não se organiza os projetos em detrimento dos conteúdos das disciplinas. O desenvolvimento de projetos, com o objetivo de resolver questões relevantes para o grupo, vai gerar necessidades de aprendizagem e, nesse processo, os alunos irão se defrontar com os conteúdos das diversas disciplinas, entendidos como "instrumentos culturais" valiosos para a compreensão da realidade e intervenção em sua dinâmica.

Com os projetos de trabalho há uma possibilidade de evitar que os alunos entrem em contato com os conteúdos disciplinares, a partir de conceitos abstratos e de modo teórico. Nessa mudança de perspectiva, os conteúdos deixam de ter um fim em si mesmos e passam a ser meios para ampliar a formação dos alunos e sua interação na realidade de forma critica e dinâmica. Os conteúdos disciplinares, passam a ganhar significados diversos, a partir das experiências sociais dos alunos, envolvidos nos projetos.

Essa mudança de perspectiva traz conseqüências na forma de selecionar e sequenciar os conteúdos disciplinares, pautados, geralmente, numa concepção etapista e acumulativa, onde um conteúdo deve ser "vencido" para outro ser "apresentado" ao aluno.

É preciso que os alunos se apropriem desses novos conteúdos e para isso a intervenção do professor é fundamental, no sentido de criar ações para que esta apropriação se faça de forma significativa. Isso poderá ser feito a partir da organização de módulos de aprendizagem, onde o professor irá criar atividades visando a um tratamento mais detalhado e refletido do conteúdo trabalhado.

O que caracteriza o trabalho com projetos não é a origem do tema, mas o tratamento dado a esse tema, no sentido de torná-lo uma questão do grupo como um todo e não apenas de alguns alunos ou do professor. Portanto, os problemas ou temáticas podem surgir de um aluno em particular, de um grupo de alunos, da turma, do professor ou da própria conjuntura. O que se faz necessário garantir é que esse problemas passe a ser de todos.

É o início do projeto. Nessa etapa , os alunos irão expressar suas idéias e, conhecimentos sobre o problema em questão.

É o momento em que se criam as estratégias para buscar respostas às questões e hipóteses levantadas na problematização. Aqui, também, a ação do aluno é fundamental. Por isso, é preciso que os alunos se deparem com situações que os obriguem a comparar pontos de vista, rever suas hipóteses, colocar-se novas questões, deparar-se com outros elementos postos pela ciência. Para isso, é preciso que criem propostas de trabalho que exijam a saída do espaço escolar, a organização em pequenos e/ou grandes grupos, o uso da biblioteca, da própria internet, enciclopédias, a vinda de pessoas convidadas à escola, entre outras ações. Nesse processo, as crianças devem utilizar todo o conhecimento que tem sobre o tema e se defrontar com conflitos, inquietações que as levarão ao desequilibrio de suas hipóteses iniciais.

A Pedagogia de Projetos é um caminho para transformar a escola em um espaço aberto à construção de aprendizagens significativas para todos que dele participam e o uso da internet, por meio de ambientes de aprendizagem colaborativa, auxiliará bastante na construção de conhecimentos, habilidades e valores dos alunos de hoje.

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Currículo Integrado.

“A especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre o nada. (...)”. (JAPIASSU, Hilton, 1994).


O engenheiro norte-americano Frederick W. Taylor publicou “Os princípios da administração científica”, ele propunha uma intensificação da divisão do trabalho, ou seja, fracionar as etapas do processo produtivo de modo que o trabalhador desenvolvesse tarefas ultra-especializadas e repetitivas. Diferenciando o trabalho intelectual do trabalho manual. Fazendo um controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa seja executada num prazo mínimo. Portanto, o trabalhador que produzisse mais em menos tempo receberia prêmios como incentivos.
O norte-americano Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa “Ford Motor Company”, o taylorismo. Posteriormente, ele inovou com o processo do fordismo, que, absorveu aspectos do taylorismo. Consistia em organizar a linha de montagem de cada fábrica para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, os transportes, a formação da mão-de-obra.

Ele adotou três princípios básicos:
Princípio de Intensificação: Diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado. Princípio de Economia: Consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação. Princípio de Produtividade: Aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário ganha mais e o empresário tem maior produção.

Os sistemas educacionais são elaborados conforme o modelo de sociedade em que estão inseridos.
É importante salientar que, no processo de desqualificação e automatização de tarefas acabaram por refletir nos sistemas educacionais. Não havia autonomia de professores e alunos para participar destes processos e o que se aprendia em sala de aula estava ligado ao modelo de sociedade vigente.
Os conteúdos eram trabalhados de forma descontextualizados e isolados eram abstratos e os alunos não compreendiam o significado do processo ensino aprendizagem. Acabando por afastar a educação de sua finalidade que é preparar cidadãos críticos, solidários e democráticos em suas comunidades.
Na década de 80 com o advento da globalização da economia surgiu a necessidade de rever os modelos produtivos e de comercialização.
O engenheiro chefe da Toyota, Taichi Ohno implantou uma nova concepção de organização do trabalho e valorizou os círculos de qualidade, o conhecimento e a experiência dos empregados. Envolveu a classe trabalhadora na tomada de decisões comprometendo-os com a empresa oferecendo formação continuada e prêmios por produtividade.
No planejamento dos sistemas educacionais a globalização também influenciou. O currículo passou a ser pensado de forma integrada. Pois com a evolução tecnológica e a necessidade do mercado, não se admitiria mais um trabalhador sem autonomia e então, os sistemas educacionais adaptaram-se as novas tendências.
Com o surgimento do currículo integrado é resgatada a finalidade do processo ensino aprendizagem.
De acordo, com Santomé (1998,p.17) a utilidade do currículo está em permitir aos alunos e alunas compreender a sociedade em que vivem, desenvolvendo suas aptidões, ajudando-o em sua localização na comunidade de forma autônoma, crítica e solidária.
Passou-se a valorizar conhecimentos prévios, bem como interesses dos alunos e descobriu-se o vínculo entre a sala de aula e a realidade social em que estão inseridos.
Com a diversidade de culturas existentes entre as comunidades na qual a escola está inserida busca-se uma autonomia para que cada escola escolha seu currículo que estivesse então, de acordo com a finalidade educacional.

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O que é planejar?



Texto escrito por Maria Bernadette Castro Rodrigues, professora da Faculdade de Educação da UFRGS.

Planejamento: em busca de caminhos

Analisando o texto "Planejamento: em busca de caminhos" encontro relações entre a experiência relatada pela autora e o que já vivenciei.
Quando fiz o Curso de magistério, no final dos anos 80, realmente as exigências eram estas relatadas pela autora. Éramos cobradas a preencher, nos mínimos detalhes o plano de aula, unidade e de curso e sempre tendo o maior cuidado com a utilização dos verbos. Quando retornei ao magistério, depois de formada há 16 anos estranhei muito, pois a forma que havia aprendido sobre planejamento era bem diferente da praticada atualmente. E analisando os projetos apresentados pelos meus estagiários e acompanhando a dinâmica de avaliação feita pelas supervisoras de estágio deles observo o quanto na minha época o planejamento era feito de uma forma mecânica, sem sequer relatar as alterações no decorrer de seu desenvolvimento. Quanto ao planejamento do meu estagiário neste semestre observo que ele relata no projeto toda e qualquer modificação realizada.

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Saturday, November 28, 2009

 

Contribuições de Comênio para a Didática.






Jan Comenius (Jan Amós Komensky)

1592 - 1670

Comenius é o primeiro educador, no mundo ocidental, a interessar-se na relação ensino/aprendizagem, levando em conta haver diferença entre o ensinar e o aprender. É, pois, o iniciador da didática moderna.

Nascido na região da Moravia, na atual República Tcheca, Europa, em 28 de março de 1592, era de família eslava e praticante do protestantismo. Sua família seguia a seita dos Irmãos Morávios, grupo religioso inspirado nas idéias do reformista Jan Huss, da Bohemia e estreitamente ligado às Sagradas Escrituras e defensores de uma vida humilde, simples e sem ostentações. Essa educação rígida e piedosa exerceu grande influência sobre o espírito de Comenius, influenciando sua vocação para os estudos teológicos.
Tendo perdido seus pais e irmãs aos 12 anos, foi cuidado sem muito carinho por uma família de seguidores da seita dos Morávios e sua educação básica não fugiu aos padrões da época: saber ler, escrever e contar, ensinamentos aprendidos num ambiente escolar rígido, sombrio, onde a figura do professor imperava e as crianças tratadas como pequenos adultos e os conteúdos escolares infalíveis e inquestionáveis. A rispidez no trato e a prática da palmatória eram elementos básicos da "didática" escolar vigente.
O rigor da escola e a falta de carinho familiar marcaram a vida do órfão Comenius a ponto de inspirar, certamente, os princípios de uma didática que pode ser considerada revolucionária para a época, o século XVII.
Ao terminar os estudos secundários, ingressa na Universidade Calvinista de Herbron, região da Alemanha, onde estuda Teologia. Adquire boa formação cultural, e uma vasta cultura enciclopédica; estreita seus laços com a religião e torna-se pastor, tendo ainda, enquanto estudante, iniciado a produção de suas primeiras obras, "Problemata Miscelânea" e "Syloge Questiorum Controversum".
Segue para Heidelberg, região da Alemanha, onde aprimora seus estudos de astronomia e matemática, retornando à Moravia, sua região natal, e se estabelece em Prerov atuando no magistério, ansioso em colocar em prática as idéias pedagógicas trazidas da Universidade.Modifica radicalmente a forma de ensinar artes e ciências em sua escola, destacando-se rapidamente como professor.
Comenius defendia sua pedagogia com a máxima: "Ensinar tudo a todos" sintetizando os princípios e fundamentos que permitiriam ao homem colocar-se no mundo, não apenas como um expectador, mas como um ator.
Objetivando a aproximação do homem a Deus, o objetivo central da educação para Comenius era tornar os homens bons cristãos - sábios no pensamento, dotados de verdadeira fé, capazes de praticar ações virtuosas estendendo-se a todos: ricos, pobres, mulheres, portadores de deficiências. Para ele, a didática é, ao mesmo tempo, processo e tratado: é tanto o ato de ensinar quanto a arte de ensinar.
Salientava a importância da educação formal de crianças pequenas e preconizou a criação de escolas maternais, pois assim as crianças teriam, desde muito cedo, a oportunidade de adquirir as noções elementares do que deveriam aprender mais tarde, com profundidade. Defendia a tese de que a educação deve começar pelos sentidos, pois as experiências sensoriais obtidas através dos objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão. Compreensão, retenção e práticas consistiam a base de seu método didático e, por meio desses elementos, chegar-se-ia às três qualidades: erudição, virtude e religião, correspondendo às três faculdades que é preciso ter: intelecto, vontade e memória.


O método deve seguir os seguintes preceitos:


- tudo o que se deve saber deve ser ensinado;

- qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, no seu uso definido;

- deve ensinar-se de maneira direta e clara;

- ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas;

- explicar primeiro os princípios gerais;

- ensinar as coisas em seu devido tempo;


A obra de Comenius é um paradigma do saber sobre a educação da infância e juventude, utilizando, para isso, um local privilegiado: a escola.

A Didática Magna apresenta as características fundamentais da escola moderna.Entre elas, podemos distinguir:


- a construção da infância moderna como forma de pedagogização dessa infância por meio da escolaridade formal (até então, as crianças eram tratadas como pequenos adultos);
- uma aliança entre a família e a escola, por meio da qual a criança vai se soltando da influência da órbita familiar para a órbita escolar;
- uma forma de organização da transmissão dos saberes, baseada no método de instrução simultânea, agrupando-se os alunos; e
- a construção de um lugar de educador, de mestre, reservado aos adultos portadores de saberes legítimos.

O método de Comenius e seus fundamentos naturais:


- o fim é o mesmo: sabedoria, moral e perfeição;

- todos são dotados da mesma natureza humana, apesar de terem inteligências diversas;

- a diversidade das inteligências é tão somente um excesso ou deficiência da harmonia natural;

- o melhor momento para remediar excessos e deficiências acontece quando as inteligências são novas.


Suas obras:


Escritor prolífico, deixou mais de 200 títulos, entre os quais se destacam:

- O Labirinto do Mundo - 1623

- Didactica Tcheca - 1627

- Guia da Escola Materna - 1630

- Porta Aberta das Línguas - 1631

- Didactica Magna (versão latina de Didactica Tcheca) - 1631

- Novíssimo Método das Línguas - 1647

- O Mundo Ilustrado - 1651

- Opera Didactica Omnia Ab Anno - 1627 a 1657

- Consulta Universal Sobre o Melhoramento dos Negócios Humanos - 1657

- O anjo da Paz - 1667

- A única Coisa Necessária - 1668.





Orbis Pictus é uma pequena enciclopédia que apresenta o saber elementar, didaticamente organizado sobre a base de imagens e palavras. Na introdução Comenius explica o significado geral da obra, que é composta de três elementos: as figuras, as nomenclaturas, as descrições: as figuras são como tantas representações de tudo o que nos é visível no mundo, as nomenclaturas são como inscrições ou título postos sobre cada uma das figuras, que exprimem com uma só palavra geral do significado conhecido, as descrições são explicações das partes singulares da figura.
Imagino que, a transmissão e a aprendizagem do conhecimento constroem progressivamente uma visão de mundo, do qual as imagens são o elemento concreto para acelerar a sua compreensão.
Comênio acreditava que não poderiam sobrecarregar as aulas, pois desestimularia os alunos e com a utilização dos livros tornar-se-ia uma ferramenta de motivação e de fácil compreensão aos alunos.


No nosso cotidiano escolar encontramos nos novos programas educacionais brasileiros denominados de PCN-Planos Curriculares Nacionais com seus Temas Transversais observamos neles, direta ou indiretamente, a presença de Comenius, quando propõem “ensino para todos” e quando pretendem “ensino de qualidade”. O ideal de Comenius.
Depois de se rever o modelo pedagógico proposto por Comenius chega-se à conclusão que não é nenhum exagero afirmar que ele realmente fez uma grande revolução educacional em sua época.
Ele deu também especial atenção aos livros, aos métodos de ensino e de estudo, à disciplina e à formação do caráter do educando numa extensa faixa etária da infância até aos 24 anos, já na fase universitária.
Os modelos pedagógicos atuais, ainda trazem resquícios do seu extraordinário trabalho, sendo isto uma prova evidente da importância do nome dele para a educação.

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