Sunday, November 29, 2009

 

Currículo Integrado.

“A especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre o nada. (...)”. (JAPIASSU, Hilton, 1994).


O engenheiro norte-americano Frederick W. Taylor publicou “Os princípios da administração científica”, ele propunha uma intensificação da divisão do trabalho, ou seja, fracionar as etapas do processo produtivo de modo que o trabalhador desenvolvesse tarefas ultra-especializadas e repetitivas. Diferenciando o trabalho intelectual do trabalho manual. Fazendo um controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa seja executada num prazo mínimo. Portanto, o trabalhador que produzisse mais em menos tempo receberia prêmios como incentivos.
O norte-americano Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa “Ford Motor Company”, o taylorismo. Posteriormente, ele inovou com o processo do fordismo, que, absorveu aspectos do taylorismo. Consistia em organizar a linha de montagem de cada fábrica para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, os transportes, a formação da mão-de-obra.

Ele adotou três princípios básicos:
Princípio de Intensificação: Diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado. Princípio de Economia: Consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação. Princípio de Produtividade: Aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário ganha mais e o empresário tem maior produção.

Os sistemas educacionais são elaborados conforme o modelo de sociedade em que estão inseridos.
É importante salientar que, no processo de desqualificação e automatização de tarefas acabaram por refletir nos sistemas educacionais. Não havia autonomia de professores e alunos para participar destes processos e o que se aprendia em sala de aula estava ligado ao modelo de sociedade vigente.
Os conteúdos eram trabalhados de forma descontextualizados e isolados eram abstratos e os alunos não compreendiam o significado do processo ensino aprendizagem. Acabando por afastar a educação de sua finalidade que é preparar cidadãos críticos, solidários e democráticos em suas comunidades.
Na década de 80 com o advento da globalização da economia surgiu a necessidade de rever os modelos produtivos e de comercialização.
O engenheiro chefe da Toyota, Taichi Ohno implantou uma nova concepção de organização do trabalho e valorizou os círculos de qualidade, o conhecimento e a experiência dos empregados. Envolveu a classe trabalhadora na tomada de decisões comprometendo-os com a empresa oferecendo formação continuada e prêmios por produtividade.
No planejamento dos sistemas educacionais a globalização também influenciou. O currículo passou a ser pensado de forma integrada. Pois com a evolução tecnológica e a necessidade do mercado, não se admitiria mais um trabalhador sem autonomia e então, os sistemas educacionais adaptaram-se as novas tendências.
Com o surgimento do currículo integrado é resgatada a finalidade do processo ensino aprendizagem.
De acordo, com Santomé (1998,p.17) a utilidade do currículo está em permitir aos alunos e alunas compreender a sociedade em que vivem, desenvolvendo suas aptidões, ajudando-o em sua localização na comunidade de forma autônoma, crítica e solidária.
Passou-se a valorizar conhecimentos prévios, bem como interesses dos alunos e descobriu-se o vínculo entre a sala de aula e a realidade social em que estão inseridos.
Com a diversidade de culturas existentes entre as comunidades na qual a escola está inserida busca-se uma autonomia para que cada escola escolha seu currículo que estivesse então, de acordo com a finalidade educacional.

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