Sunday, December 06, 2009

 

Modelos de letramento e as práticas na escola.

A partir da leitura do texto “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola” (KLEIMAN, 2006), e do estudo da apresentação, por que a autora afirma que a escola, sendo a mais importante agência de letramento, não se preocupa com o letramento social e sim apenas com um tipo de letramento, o escolar?

Segundo a autora não há uma correspondência entre o que é ensinado na escola com o que é necessário para a interação social.
Na escola é ensinada a decodificação alfabética e numérica desarticulada de um sentido usual social.
A ascensão escolar se dá necessariamente com a apropriação mecânica da leitura, da escrita e dos cálculos. Se o aluno não estiver se apropriado destas habilidades não é promovido e não é visto como um sujeito inteligente.
Há professores que consideram inteligentes os alunos que aprendem com facilidade e muitos deles ainda não reconhecem como ação inteligente a capacidade dos alunos de raciocinar, planejar e resolver situações – problemas no dia a dia.
E é devido a esses profissionais que fazem da escola um lugar desinteressante, desmotivador e apenas um reprodutor de ações sem sentido, sendo dentro desse contexto que ocorre o letramento escolar.
Enquanto que, o letramento social se dá na sociedade, como faz referência os slides apresentados.
A escola deveria valorizar o sujeito não alfabetizado, mas que interage com a sociedade de forma alternativa que não seja a leitura e a escrita de códigos, sendo um sujeito letrado.
Na realidade o que vemos é um sujeito analfabeto sendo marginalizado pela sociedade dita alfabetizada e pela própria escola.
O indivíduo que consegue ler o mundo com outros olhos e não os da linguagem escrita e consegue compreendê-lo, tem que ser valorizado pela sua leitura de mundo e não excluído e marginalizado.

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